Produção de bicicletas do PIM apresenta bom resultado em maio

Indústria de bicicleta do PIM (Polo Industrial de Manaus) registra produção de 66.760 em maio. Os números mostram a força de recuperação do setor que já projeta a normalização da produtividade pro resto do ano. Para os representantes do segmento, esse é o melhor resultado no ano desde o período pós pandemia. 

Os dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), demonstram que o volume é 30,2% superior ao registrado em abril, onde saíram das linhas de produção 51.281 unidades. Em relação ao mesmo mês do ano passado (21.587), a produção foi 209,3% maior. Na ocasião, as empresas foram afetadas fortemente pela pandemia.

Na visão do vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, as fábricas do PIM ainda têm capacidade de produzir em grande escala e de forma eficiente, mas, elas ainda enfrentam o desafio do desabastecimento de peças e componentes, ocasionados pela pandemia em todo mundo.

“Hoje ainda não conseguimos atender toda a demanda de bicicletas. Temos a capacidade, mas ainda faltam insumos para abastecer as linhas de produção, já que cerca de 50% das peças são importadas. A questão de insumos é global e atinge não apenas o nosso segmento, mas diversas outras cadeias produtivas em todo o mundo devido os impactos da pandemia”, disse.

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a maio foram fabricadas quase 289 mil bicicletas, uma alta de 42,6% em relação ao mesmo período do ano passado (202.581 unidades). Para Gazola, a normalização do ritmo de produção ainda deve demorar alguns meses. “Todas as associadas da Abraciclo estão se esforçando para suprir o mercado o mais rápido possível e atender ao consumidor”, explica.

Segundo a Abraciclo, o mercado de bicicletas em todo território nacional continua  em ritmo acelerado, com alta procura do modal como alternativa de transporte, trabalhos, lazer e deslocamento urbano. Além disso, 

“Nossa expectativa é de fabricar 750.000 unidades, o que representa um aumento de 12,8% em relação ao ano passado”, destacou.

Produção por categoria

Com 45.909 unidades e 68,8% do total fabricado, a Moutain Bike foi a categoria mais produzida em maio. “A preferência por essa categoria se deve aos recursos tecnológicos como suspensões, maior número de marchas e freios hidráulicos, por exemplo, que permitem usá-la tanto nos centros urbanos como nas trilhas. Essa versatilidade atrai o consumidor brasileiro”, afirma Gazola.

No acumulado do ano, a Moutain Bike representou 62,9% da produção total, com 181.839 unidades fabricadas. Em seguida aparece a Urbana/Lazer com 83.276 bicicletas e 28,8% da produção. E por último, a Infanto-Juvenil com 17.202 unidades e 6,0% da produção.

Exportação 

Em maio, as exportações totalizaram 1.390 unidades. Em comparação com abril, quando foram embarcadas 1.303 bicicletas, houve aumento de 6,7%. Já em relação a maio do ano passado, foi registrada alta de 61,4%. Naquele mês, foram exportadas 861 unidades.

Os principais mercados foram os países do Mercosul como Paraguai, que recebeu 1.216 bicicletas, total.que corresponde a 87,5% do volume total exportado. O segundo país que mais recebeu bicicletas foi o Uruguai, com 163 unidades embarcadas e 11,7% do total exportado.

No acumulado do ano, foram exportadas 6.058 unidades, aumento de 113,5% em relação ao mesmo período de 2020 (2.838 bicicletas). As posições do ranking mensal foram mantidas: Paraguai (3.560 unidades e 58,8% do total exportado), Uruguai (2.018 unidades e 33,3% das exportações), seguido da Bolívia (438 unidades e 7,2%).

Foto/Destaque: Divulgação

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