Produção de bebidas deve crescer

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Expectativa de alta com o período mais quente do ano traz otimismo para o setor que depende do consumo

Com o faturamento de US$ 43.629 milhões, nos dois primeiros meses do ano, o setor de bebidas do PIM (Polo Industrial de Manaus) comemora a boa fase e espera aquecimento no segundo semestre de 20 13. “O fator principal para isso acontecer deverá ser o início do verão, porque a demanda é maior, por ser a época do ano em que as pessoas consomem mais bebidas”, explica Antonio Carlos da Silva, presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) e Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral de Manaus, que acredita que a produção deste ano deve ser até 7% a mais que no passado.
Ele destaca que por conta disso a expectativa é que novos trabalhadores sejam contratados para atender o mercado. Hoje são mais de 30 empresas que atuam no setor de bebidas não alcoólicas e seus concentrados e, só as cinco que trabalham com envasamento geram em média cerca de 8 mil empregos diretos e indiretos no Amazonas. “Mesmo com o setor industrial em crise, estamos otimistas, até por conta dos últimos números do segmento”, comenta o presidente do sindicato.
De acordo com os indicadores da Suframa, entre janeiro e dezembro do ano passado o faturamento do setor de bebidas cresceu 14,5%, passou de US$ 298.786 milhões em 2011, para US$ 342.006 milhões em 2012. E janeiro deste ano, o lucro foi de US$ 23.882 milhões, 33% a mais que no mesmo período que no ano passado, já em fevereiro foi de US$ 19.747, 0.8% a menos, que no de 2012.
No ano passado, foram produzidos mais de 70,7 milhões de quilogramas líquidos de preparos para elaboração de bebidas (concentrados e extratos), contra 66,5 milhões de quilogramas líquidos no ano anterior. “Atualmente as bebidas mais produzidas aqui é a Coca-Cola e os guaranás regionais”, informou Silva.
Segundo dados do Ibope Inteligência, o comércio de bebidas movimentou cerca de R$ 17,7 bilhões em 2012 com a venda de água, refrigerantes, suco, refresco, cerveja, vinho, champanhe e destilados. Desse total, R$ 3,26 bilhões foram destinados à região Sul do País; R$ 2,97 bilhões para o Nordeste; R$ 1,53 bilhão para a região Centro-Oeste e R$ 1,11 bilhão para a região Norte.
E esses valores devem aumentar devido aos eventos esportivos a serem sediados no Brasil, como a Copa do Mundo de futebol e as Olimpíadas. “Por isso, nosso objetivo é criarmos condições de atender a demanda e estarmos preparados para fazer no Brasil a melhor Copa do Mundo do mundo. Contudo, a previsão de investimentos para 2013 está sujeita à confirmação de um horizonte de crescimento, que depende, dentre outras coisas, da tributação incidente sobre o setor”, afirma Nelson Jamel, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Ambev, uma das maiores empresas do setor de bebidas.
No ano passado a receita líquida da marca foi de quase R$ 21 bilhões, 12,7% a mais do que 2011. O volume total de vendas cresceu 3,1%, alcançando 117,5 milhões de hectolitros. Em cerveja, o volume de vendas foi de 86,7 milhões de hectolitros, aumento de 2,5%. Já o volume de Refrigerante avançou 4,9% no país, com um total de 30,8 milhões de hectolitros vendidos.
“Nossos resultados em 2012 mostram que nossa estratégia comercial direcionada para inovação de líquidos e embalagens, a expansão nos mercados do Norte e Nordeste, além do desempenho das marcas premium e das garrafas retornáveis foi acertada e contribuiu para o bom desempenho no ano”, avalia João Castro Neves, Diretor-Geral da Ambev.

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