Produção cai em 7 das 14 regiões avaliadas

A produção industrial de São Paulo caiu 0,9% em maio em relação a abril, no primeiro resultado negativo após três meses de crescimento consecutivo ante o mês anterior. A informação foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que revelou que a produção industrial cresceu em 6 das 14 regiões pesquisadas no mesmo período. A maior foi registrada no Paraná (17,7%) e as demais taxas positivas foram registradas na Bahia (4%), no Rio de Janeiro (2,8%), na região Nordeste (1,6%), em Pernambuco (1,5%) e em Minas Gerais (1,1%), enquanto Santa Catarina ficou com a produção estável (0,0). As regiões com recuo na produção foram São Paulo e Ceará (ambos com -0,9%), Rio Grande do Sul (-2%), Amazonas (-2,2%), Goiás (-2,4%), Espírito Santo (-2,8%) e Pará (-2,9%).
O técnico da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo, disse que a queda na produção em São Paulo reflete uma “acomodação”, apesar de ter representado o principal impacto negativo para o resultado da indústria nacional, que ficou estável entre um mês e outro.
Segundo ele, mesmo sem a disponibilidade de dados setoriais abertos para a indústria regional nessa base de comparação, é provável que o recuo na produção paulista tenha sido puxado exatamente pelos principais impactos de queda no índice nacional, que foram refino de petróleo, farmacêuticos e alimentos. “Essas atividades mostraram recuos pontuais ante o mês anterior em maio e têm presença importante em São Paulo”, explicou.
Macedo argumentou que os dados comparativos a igual mês do ano anterior mostram uma queda da atividade de refino de petróleo e produção de álcool em São Paulo de 19,3%, o que confirma, segundo ele, a influência determinante que a paralisação numa empresa de refino teve na região no mês.
No ano, a indústria paulista acumula alta de 16,5% e em 12 meses, de 3,3%.
De modo geral, segundo Macedo, os dados regionais da indústria, que mostraram crescimento na produção em seis das 14 regiões pesquisadas em maio ante o mês anterior, “confirmam uma acomodação”.
Na comparação com maio de 2009, a atividade industrial cresceu em todas as áreas pesquisadas. Segundo observam os técnicos do IBGE no documento de divulgação da pesquisa, “além da baixa base de comparação, decorrente dos efeitos da crise econômica internacional ocorrida no final de 2008, maio de 2010 teve um dia útil a mais que em 2009”. Com avanço acima da média nacional (14,8%) nessa comparação, os destaques de alta ficaram com o Paraná (31,3%), Espírito Santo (26,5%), Goiás (22,5%), Minas Gerais (22,4%), Pernambuco (22%), Ceará (20,2%), região Nordeste (19,9%), Bahia (17,9%), Amazonas (17,6%) e Pará (14,2%).
Em São Paulo, houve aumento de 12,1%, abaixo da média nacional.

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