Produção cai 0,9% em março

A queda de 0,9% na produção industrial em março ante o mesmo mês de 2013 teve influência do efeito calendário, disse André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
“O efeito calendário é o que deve ser considerado. Março de 2014 teve dois dias úteis a menos do que março de 2013. Isso é uma questão de o carnaval ter ocorrido este ano no mês de março, o que teve diferença nesse resultado. Do mesmo jeito que o crescimento de fevereiro também teve influência do maior número de dias úteis em relação ao mesmo mês do ano anterior”, apontou Macedo.
Em relação a março de 2013, 16 das 26 atividades pesquisadas registraram recuo na produção, com destaque para veículos automotores (-13,6%), máquinas e equipamentos (-7,8%), produtos de metal (-8,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,3%), outros produtos químicos (-2,9%), móveis (-11,6%), produtos têxteis (-5,8%) e outros equipamentos de transporte (-5,8%).
Na direção oposta, entre as dez atividades que aumentaram a produção, os principais impactos foram observados em indústrias extrativas (8%), produtos alimentícios (5%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (9,6%), bebidas (6,3%) e metalurgia (2,1%).
A divulgação nesta quarta-feira (7), da pesquisa mostra uma reformulação metodológica, que adequou a classificação dos dados à Cnae 2.0 (Classificação Nacional de Atividades Econômicas 2.0) Até então, a PIM-PF seguia a Cnae 1.0.
Entre as mudanças, deixaram a lista de produtos investigados os tubos de imagem, sal de cozinha, amianto, cortador de grama e produtos ligados à impressão, como revistas, jornais, listas telefônicas. Por outro lado, a pesquisa passa a contabilizar a produção de itens como tablets, biodiesel, revólver, pistola e outros produtos da indústria bélica, pratos prontos à base de carne (congelados), preparação de bebidas para consumo doméstico e a atividade de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos.
O mistério quanto às últimas vagas da seleção foi desfeito hoje, com a escalação do time nacional, que foi acompanhada por milhões de brasileiros pela TV -muitos deles assistiram a transmissão em um aparelho novo, comprado neste ano.
Os dados da indústria do IBGE mostram que a fabricação de televisores teve um “boom” no primeiro trimestre deste ano, repetindo uma tendência de expansão em anos de Copa do Mundo.
De janeiro a março, a produção de eletrodomésticos da linha marrom, categoria cujo principal produto é a TV, cresceu 51,5% na comparação com o mesmo período de 2013. Em março, a expansão foi de 42,2%.
“Era esperada um aumento da produção de TVs, mas a magnitude foi muito forte e já se viu desde o fim do ano passado um aumento”, disse André Macedo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.
O técnico ressalta que o desempenho da linha marrom supera o crescimento da indústria no primeiro trimestre (0,4%) e mesmo do setor no qual ela se insere, o de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, cuja expansão foi de 21,2%.
O ramo inclui celulares, computadores e outros. O setor foi o que mais contribuiu para o avanço da indústria no acumulado de janeiro a março.

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