Produção cai 0,4% em julho após nove altas

A produção industrial teve sua primeira queda em nove meses. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registrou declínio de 0,4% em julho na comparação com junho. Em relação a julho de 2006, porém, a produção industrial teve crescimento de 6,8%, puxada pelo desempenho dos subsetores de bens de capital e pelo incremento no ramo de bens de consumo duráveis, impulsionada pela elevação da oferta de crédito.“É o maior crescimento da produção industrial, desde dezembro de 2004, que chegou a 8%”, explicou o coordenador de Indústria do IBGE, Sílvio Sales.
No acumulado de janeiro a julho, a produção industrial registra uma alta de 5,1% e nos últimos 12 meses, um acréscimo de 4,2%.
Em julho, 12 dos 23 ramos industriais tiveram produção mais baixa. Entre os setores que produziram menos destacam-se alimentos (que de 2,5%), refino de petróleo e produção de álcool (baixa de 3,5%), máquinas e equipamentos (-2,7%), produtos de metal (-5,4%) e farmacêutica (-3,8%). “Há um efeito dos derivados da cana-de-açúcar, na questão de safra”, ressaltou Sales. Veículos automotores (2,4%) representaram a principal contribuição positiva para a taxa de julho, em que se destacou, também, o crescimento de outros produtos químicos (2,7%) e outros equipamentos de transporte (7,6%).A categoria bens de consumo duráveis (alta de 0,8%) foi a única que apresentou crescimento em julho frente ao mês anterior, acumulando 5% nos três últimos meses. Bens de consumo semi e não duráveis (-3,3%) bens de capital (-1,3%) e bens intermediários (-0,2%) registraram queda. Esse resultado de julho se deve principalmente a área de bens de consumo duráveis, que cresceu 15%, seguida por bens de capital, com elevação de 19% revelou Sales.
Segundo o IBGE, no acumulado do ano, a liderança fica mais clara na área de bens de capital. “No caso de bens de consumo duráveis, há principalmente uma reação da demanda interna apoiada na expansão da oferta de crédito e na ampliação de prazos. Já os bens de capital, têm um conjunto de fatores que refletem no ânimo das empresas que estão contratando investimento”, explicou Sales.
A expectativa ainda é que, neste ano, a produção industrial tenha um desempenho relativamente melhor do que no ano passado, destacou o economista Alex Agostini. Ele explica que julho é um ponto de ajuste natural, de estoque e produção, porque a partir de agosto as indústrias começam a receber os pedidos do comércio varejista.

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