Produção acumula crescimento de 4,1% no 1º semestre

A produção de veículos montados no Brasil (1,71 milhão de unidades) cresceu 4,1% no primeiro semestre ante o mesmo período no ano passado, segundo dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
Considerando apenas junho (295,6 mil), houve queda de 2,8% ante maio e aumento de 4,1% no comparativo com igual intervalo em 2010.
A entidade passou a divulgar, a partir de maio, dados apenas de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões montados, pois o critério de unidades desmontadas não era uniforme entre as empresas que repassam as informações.
Já as exportações de veículos montados somaram 36,6 mil em junho, com redução de 18,1% em relação ao mês anterior e de 10,9% no confronto anual. Considerando o resultado nos seis primeiros meses do ano (249,9 mil), houve incremento de 3,0%.
O número de empregados nas montadoras somou 123.834 trabalhadores ao final do mês passado, superando o patamar contabilizado em maio (123.380).
Levando em conta também os funcionários em fabricantes de máquinas agrícolas, a indústria empregava 142.727 pessoas, também acima dos 142.135 registrados no mês anterior.
Em termos de vendas, a expectativa da Anfavea para todo o ano é que o volume comercializado chegue a 3,69 milhões de veículos, com crescimento de 5% ante 2010, e a 6 milhões em 2020.

Perda de competitividade

Apesar do horizonte positivo, o presidente da entidade, Cledorvino Belini, destacou em evento na semana passada que a produção deve crescer 45% no comparativo entre 2005 e a projeção para o fechamento de 2011 (3,42 milhões de unidades), enquanto os licenciamentos terão expansão de 115% no mesmo intervalo.
A comparação mostra a preocupação da Anfavea com a perda de competitividade do setor no cenário internacional devido, em parte, ao câmbio desfavorável às exportações.
A comparação mostra a preocupação da Anfavea com a perda de competitividade do setor no cenário internacional devido, em parte, ao câmbio desfavorável às exportações.
Um estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers, feito a pedido da entidade, aponta que o custo de produção de um carro no Brasil é 60% maior do que na China, considerando modelos equivalentes com motorização 1.3 a 1.5. Índia e México, com custo 5% e 20% superior, respectivamente, foram os outros dois países avaliados.
A mão de obra é uma das responsáveis por essa diferença, custando 5,3 euros por hora, incluindo na conta os encargos sociais. O valor é mais do dobro do registrado no México (2,6) e muito acima do contabilizado na Índia (1,2) e na China (1,3).
Questionado, Belini não quis mensurar o peso das despesas com o trabalhador no custo final de um carro. “Vai depender de cada montadora”, amenizou.

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