Procura por material escolar movimenta livrarias em Manaus

O inicio do ano começou e o movimento nas livrarias e papelarias já é intenso. A saga dos pais na procura do material escolar sinaliza uma demanda alta. A missão têm levado muitos  pais buscarem alternativas para conseguir comprar tudo que consta na lista, inclusive, barganhar preços para conseguir um desconto.

A enfermeira Sandra Torres, 39, mãe de dois filhos matriculados no ensino fundamental, ainda não comprou tudo, mas confessa que desde o mês de novembro começou a pesquisa em busca de preços mais acessíveis. “Eu faço uma comparação com os valores do ano passado, pelo menos em relação a papelaria. Já os livros não tem jeito, sempre têm um aumento. Alguns preços chegam a R$ 30 a R$ 40 reais a mais em cada um”, diz.

Daniele Mendonça, 43, diz que a ideia é concentrar as compras dos materiais em um só lugar. “Acho mais viável, além de considerar que à vista, sempre tem uma diminuição nos valores”. 

Desde dezembro muitas livrarias têm lucrado com o período de volta às aulas. A gerente da MVT Livraria Marília Tavares, considera que a demanda está intensa e observa um movimento  diferenciado em relação ao ano passado. “A gente teve uma demanda positiva no mês de dezembro, inclusive, nos dias festivos. E até o momento segue num ritmo intenso. 

Ela destaca que desde as compras de setembro a empresa vem trabalhando muita de uma maneira de proporcionar uma forma de qualidade de custo e benefício também. “Eu hoje observo os nossos valores muito próximos de algumas realidades de distribuidores que a gente sabe que têm locais que compram como distribuidores e isso chega a um valor muito mais acessível, mas o nosso preço está equiparado aos concorrentes e a gente procura ter uma classe bem positiva de qualidade de material”, frisa a gerente lembrando que há dois anos a livraria vem conseguindo atingir a qualidade no produto e um preço acessível para o cliente “a nossa estimativa é positiva já iniciamos bem, estamos confiantes para um período escolar de muito sucesso”, salienta. 

Pesquisar para driblar os preços

O economista Wallace Meirelles Pinheiro explica que algo pouco utilizado no Amazonas é a reunião de famílias para fazer compras coletivas e buscar desconto, ou mesmo a troca de livros entre si. Da mesma forma, a organização de lista de compra e o cuidado com o impulso consumista evita desvio de objetivo. Também é  importantíssimo a pesquisa de preços, onde você pode encontrar boas ofertas e ter gastos menores. E não deixar para sair às compras em cima da hora, pois as condições podem acabar não sendo boas. “Se a opção for compra a vista, pedir desconto no preço total. Se a opção for a prazo, deve-se ter cuidado com as parcelas para evitar o aperto no orçamento familiar,  e a possibilidade de cair no cheque especial ou no parcelamento rotativo do cartão de crédito”, sugere.

Em alguns casos, os preços de alguns ítens subiram em relação ao ano passado e muitos valores variam de um lugar para o outro, quem afirma é a empresária Jô Albuquerque, ela reclama que os valores mudam e com custos bem significativos. “Se não ficarmos atentas acabamos pagando mais caro. Eu acredito que pesquisar é sempre a melhor saída. Os valores estão bem salgados entre um estabelecimento e outro”, lembra. 

Essa preocupação é uma das frentes que tem sido fiscalizada pelo  Procon-AM (Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor) que deve supervisionar as fiscalizações em livrarias e papelarias, além de se colocar à disposição dos pais e responsáveis pelos alunos para denúncias de práticas abusivas.

O diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe, destacou alguns pontos que os consumidores devem ter em mente na hora de comprar o material escolar.

“É importante que o consumidor esteja atento, faça a pesquisa de preço. Ao adquirir o material escolar, é importante guardar a nota fiscal e observar se o que está sendo pedido na lista tem utilidade didático-pedagógica”, disse.

O órgão possui uma portaria publicada em 2016 referente a material escolar. Conforme a legislação, deve-se considerar itens passíveis de solicitação pelas escolas somente aqueles de uso exclusivo e restrito ao processo didático-pedagógico e que tenham por finalidade única o atendimento das necessidades individuais do educando durante a aprendizagem. A lista de material escolar deve ser disponibilizada no período de matrícula pela escola, junto ao respectivo plano de utilização dos materiais estabelecidos na referida relação.

Ainda de acordo com a portaria, a escola não pode exigir marcas específicas para a compra do material nem determinar que a compra seja feita no próprio estabelecimento educacional.

Como denunciar

O consumidor pode realizar denúncias no Procon-AM, por meio do número ?0800 092 1512, do e-mail [email protected]r ou pessoalmente, na sede do órgão, localizada na avenida André Araújo, 1.500, Aleixo, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h ?às 14h. O órgão recomenda que o consumidor tire prints e junte os documentos/imagens que comprovem as irregularidades.

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