Hoje vamos bater um papo atinente à Logística de Armazenagem, vamos passear por alguns princípios, venha comigo, vai ser interessante.

O primeiro princípio o qual vamos mensurar é o Princípio da Flexibilidade Operacional que pode até parecer simples, mas este princípio ainda nos dias de hoje é desprezado por uma grande quantidade de empresas que continuam tendo uma visão equivocada de armazenagem e movimentação adequada de materiais. Por incrível que pareça ser, a área onde mais acontece isso é a do varejo, particularmente nos mercados, supermercados e hipermercados, justamente esta área que é tão delicada por se tratar de alimentos para consumo humano, sem deixar de fora as frutas, legumes e verduras onde o desconhecimento e desleixo é maior. Um dos órgãos governamentais criados para entre outras coisas, fiscalizar esta condição de flexibilidade é a ANVISA – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, através de suas repartições estaduais e ou municipais, porém, não escapa da amarga realidade dos serviços públicos oferecidos no Brasil: a aparente incompetência mascarada pela corrupção.

Mas este desconhecimento não para por ai, ele é notado também dentro de alguns parques industriais onde o modelo de armazenagem e movimentação, juntamente com seus princípios são padronizados. O modelo até funcionaria bem se os gestores ensinassem a expertise para seus comandados. A Flexibilidade Operacional na Armazenagem, depende de estruturas físicas bem resolvidas com o fito de que se tenha uma ligação e fácil acesso, com portas, docas , estocagem, corredores e equipamentos onde possam ser processadas as etapas de : receber com facilidade, armazenar com segurança e rapidez e expedir com altos níveis de assertividade , seus produtos. O melhor momento para aferir e propor melhorias nesta flexibilidade é quando se proporciona a execução simultânea das etapas de receber, armazenar e expedir.

PRINCIPIO DA SIMPLIFICAÇÃO DOS FLUXOS:

 A armazenagem deve proporcionar a implantação ou adaptação de arranjo físico. Os fluxos de entrada e saída devem ser os mais simples possíveis para aumentar a produtividade, agilidade e evitar gargalos ou paradas no processo. Toda a estrutura deve ser planejada para acomodar o maior número de itens levando em consideração os equipamentos que serão movimentados dentro, a localização das docas, das ruas e das travessas e das coxias.

PRINCÍPIO DA INTEGRAÇÃO:

 Em um armazém, é fundamental que as ações sejam integradas, que se saiba, por exemplo, o que se vai receber no dia seguinte, para onde o setor de compras envia um espelho de pedidos. Assim, posso programar as ações de recebimento, preparar os espaços necessários para a estocagem, reservar pessoas para a operação

PRINCÍPIO DA OTIMIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO E DE EQUIPAMENTOS

É necessário sempre pensar em como realizar alguma atividade da forma mais eficiente possível.

Otimizar significa aprimorar algo para que funcione de forma melhor com menor gasto de energia e dinheiro. Sendo assim, o espaço físico otimizado é a harmonia entre o máximo de carga a ser armazenada e a facilidade da movimentação de equipamentos e pessoas dentro do armazém. Equipamentos otimizados seria utilizar equipamentos em bom estado, sempre avaliando e inserindo um conjunto de métodos direcionados à utilização consciente dos equipamentos. que estão muito mais presentes em empresas que adotam esse tipo de armazenagem do que em organizações que praticam o processo de armazenagem tradicional.

PRINCÍPIO DA AUTOMAÇÃO:

Um armazém deve levar em consideração as possibilidades de mecanização, mas antes deverá ser estimada as verdadeiras necessidades de mecanizar e automatizar os métodos de movimentação de produtos. Isto deve ser pensado em relação ao seu custo-benefício, incluindo custo operacional, investimento e tempo de retorno da quantidade investida.

PRINCÍPIO DO CONTROLE:

Já mencionamos que é função do gestor, o processo de controles sistemáticos, da atividade de armazenagem, que tenham o fito de promover a garantia e a sustentabilidade das operações. Pode parecer simples, mas ainda erramos nas atividades básicas e ao mesmo tempo desafiadoras como por exemplo: • o registro dos recebimentos, • o tempo de descarga, • a quantidade recebida, • o tempo de conferência, • o tempo em que as cargas ficarão armazenadas, • fazer inventário físico de mercadorias etc..

PRINCÍPIO DA SEGURANÇA:

A área de armazenagem deve estar aparelhada com sistemas que garantam a integridade física das pessoas que ali labutam e das mercadorias, assim como dos equipamentos. Deve manter em toda a sua extensão sinalizações verticais e horizontais indicando a disponibilidade de equipamentos contra incêndio, rotas de fuga, macas e caixa de primeiros socorros, além de uma equipe de colaboradores sempre treinada. Ideal que se tenha dentro do armazém em lugar visível, um fluxo de acionamentos com a indicação de hospitais próximos com suas especialidades.

Princípio da Verticalização:

A migração do uso da armazenagem blocada (no próprio piso) para a armazenagem verticalizada, é utilizar o espaço do armazém em altura, colocando pallets uns sobre os outros e utilizando de empilhadeiras apropriadas para fazer a retirada dos produtos que estiverem em localidades mais elevadas. Importante que se diga que para implantar um sistema de armazenagem verticalizado em uma indústria, são necessários profissionais de logística, entre eles, os operadores de empilhadeira, que estão muito mais presentes em empresas que adotam esse tipo de armazenagem do que em organizações que praticam o processo de armazenagem tradicional.

Diante dos princípios básicos aqui apresentados, podemos concluir que a devida aplicação dos mesmos trará um ganho substancial para a gestão do armazém assim como a garantia de uma produtividade exemplar.

No próximo Papo Logístico vamos falar sobre Layout de Armazéns. Até breve.

Foto/Destaque: Divulgação

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