Princípio do fim da recessão nos EUA já está a vista, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que pode ter começado o “princípio do fim” da recessão em que o país se encontra desde dezembro de 2007, segundo afirmou em um encontro com eleitores em Raleigh, no Estado da Carolina do Norte (costa leste).
No discurso inicial na reunião com os eleitores, destinada a promover a reforma do sistema público de saúde, Barack Obama afirmou que o país deteve “a queda livre” da economia, os mercados sobem e a perda de emprego se reduziu à metade em relação há seis meses, quando chegou ao poder.
“Os mercados sobem e o sistema financeiro já não está à beira do colapso”, disse. “É possível que estejamos vendo o começo do fim da recessão”. Ele destacou, no entanto, que “os momentos difíceis da economia ainda não passaram”. Ele destacou as medidas para conter o declínio econômico do país, como o pacote de US$ 787 bilhões aprovado logo no início de seu mandato, além das medidas para ajudar o setor imobiliário.
As medidas do governo de combate à crise contribuíram para elevar o déficit orçamentário do país -em maio, o governo americano anunciou que aumentou sua previsão de déficit no Orçamento para o atual ano fiscal, que se encerra no mês de setembro, US$ 89 bilhões, US$ 1.84 trilhão -quatro vezes maior que a do último ano fiscal, que já foi o recorde do país.

Bens duráveis

Os pedidos de bens duráveis nas indústrias dos Estados Unidos teve a maior queda em cinco meses em junho, refletindo os contínuos problemas no setor automobilístico e uma forte contração na demanda por aviões comerciais.
O Departamento do Comércio divulgou na quarta-feira que as encomendas caíram 2,5% no mês passado, bastante acima da queda de 0,6% prevista pelo mercado. Foi a maior retração desde os 7,8% do mês de janeiro.
A fraqueza do indicador reflete, em grande parte, um declínio de 38,5% nos pedidos de aeronaves comerciais, uma indústria prejudicada pela recessão global, que reduziu as viagens aéreas e fez que com que algumas companhias cancelassem algumas encomendas já feitas.
Os pedidos de veículos automotores e peças caíram 1% em junho, depois de uma queda ainda maior, de 8,7%, em maio. Os dados refletem a turbulência causada pela concordata da General Motors e da Chrysler, que mantiveram suas fábricas fechadas na maior parte do mês passado, além da necessidade de todo a indústria de reduzir a produção e queimar os estoques.
Excluindo-se o setor de transportes, as encomendas de bens duráveis tiveram alta de 1,1% em junho, um desempenho melhor do que o esperado pelos economistas.
Os dados positivos no mês passado vieram da demanda por metais primários, como aço, que cresceu 8,9%, e da indústria de máquinas, que registrou alta de 4,4%.
A força de setores fora da indústria de transportes poderia ser um sinal de dias melhores pela frente para a indústria manufatureira, que vem lutando para lidar com a forte recessão nos Estados Unidos e a maior contração da economia global desde a Grande Depressão, em 1929, o que causou uma queda na demanda nos principais mercados exportadores do país.

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