Primeira dose contra Covid atinge 90% dos trabalhadores do PIM

Dados do Sindmetal (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas),  indicam que até o momento, ao menos 90% do quadro de funcionários do PIM (Polo Industrial de Manaus) já foram imunizados pelo menos com uma dose da vacina.

De acordo com sindicato, cerca de 90% dos trabalhadores da indústria já tomaram a primeira dose do imunizante. Para o presidente do sindicato Valdemir Santana é essencial incentivar a adesão ao esquema vacinal porque a falta da vacina põe em risco a vida dos outros trabalhadores. Ele afirma que os sindicatos têm realizado campanhas para mobilizar os trabalhadores e quando a Prefeitura disponibilizou a vacinação próximo as fábricas, as empresas concederam carros pequenos para transporte dos trabalhadores até o local de vacina. “Estamos intensificando a campanha e fazendo a nossa parte. Não tem motivo para que o trabalhador do PIM recuse se vacinar”. Segundo Santana, a categoria não vai permitir que um número menor de pessoas que resistem à vacinação prejudique a saúde de quem se vacinou pondo em risco os seus familiares. 

O avanço na vacina no setor produtivo reforça a possibilidade de que a imunização contra Covid 19 venha ser um dos critérios exigidos pela indústria na contratação de funcionários. O comprovante de vacinação será importante para novas admissões. Comportamento que não é descartado pelo vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, afirma que a preferência, no processo de contratação, será daqueles que completaram o ciclo vacinal ou de quem tomou uma primeira dose. 

“Em algumas empresas mais de 70% dos funcionários já receberam pelo menos a primeira dose da vacina. O cumprimento de critérios preventivos, além da exigência do comprovante de vacinação, começa a ser exigido por algumas empresas até mesmo para os visitantes”, diz. 

Sobre a apresentação do comprovante de vacinação, Azevedo, ressalta que não se trata de uma condição, mas de uma recomendação por parte das indústrias. “Não é uma condição ou exigência. Mas deverá ser um critério para a admissão ou não. Há empresas que adotam a recomendação nos procedimentos, nas condutas”. 

O presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, declarou que a adoção de medidas preventivas ao vírus viabilizou a sequência dos trabalhos nas linhas de produção com segurança ao trabalhador. 

Entre as ações preventivas implementadas pelas fabricantes, o empresário citou: aferição de temperatura, disponibilização de álcool em gel, acompanhamento dos funcionários às unidades fabris no acesso aos refeitórios, aos veículos que realizam o transporte dos colaboradores, estabelecimento de distanciamento entre os colaboradores, utilização de máscara facial, entre outras.

“As empresas também estão facilitando para que os funcionários tenham acesso à vacina. Estimamos que aproximadamente 60% dos funcionários do distrito industrial tenham tomado pelo menos a primeira dose da vacina. Os cuidados continuam”, disse Périco.

O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, informou que em algumas empresas os protocolos preventivos têm recebido melhorias. O resultado, segundo ele, é a segurança à saúde do trabalhador e simultaneamente o alcance aos índices programados pela produção.

“Desde o início da pandemia as empresas continuam com o seus protocolos preventivos, algumas até com melhorias na aplicação das medidas. As ações desenvolvidas procuraram dar uma segurança maior ao colaborador dentro do ambiente de trabalho, nas linhas de produção, para a efetiva continuidade da programação de produtividade de cada empresa”, disse.

Por dentro

Conforme dados do Sindmetal-AM, durante a pandemia cerca de 10% a 15% dos colaboradores do PIM foram contaminados com a doença. O que levou as empresas a adotarem medidas mais severas para evitar a propagação ainda maior. “É mais um motivo para não negar a vacina e garantir a oportunidade de se imunizar”, frisa Santana. 

Foto/Destaque: Divulgação

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