Prevenção e planejamento no turismo é tema de seminário

Segundo o ex-secretário geral de Turismo da Espanha e consultor da OMT (Organização Mundial do Turismo), Germain Porras, as crises são inevitáveis, mas precisamos estar prevenidos"

Segundo o ex-secretário geral de Turismo da Espanha e consultor da OMT (Organização Mundial do Turismo), Germain Porras, as crises são inevitáveis, mas precisamos estar prevenidos”. Análise foi feita durante o Seminário das Américas: Gestão de risco e de crises no setor do turismo. O evento reuniu, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), especialistas da OMT e do MTur (Ministério do Turismo) para debater a importância e os requisitos de uma estrutura eficaz de gestão de crises.
“O Brasil vive uma ocasião única para criar uma estrutura de gestão de crises no turismo. Os acontecimentos dos próximos anos possibilitarão uma repercussão importante da imagem do Brasil no mundo”, enfatizou o consultor da OMT.
Segundo Porras, “um plano de gestão de crise ordenado e sistematizado, no qual todos se entendam, e que estabeleça procedimentos e estruturas de ação no caso concreto é fundamental no momento de crise”.
Porras destacou, ainda, que um plano eficaz precisa reconhecer a importância social e econômica do turismo e sua contribuição para construção da imagem do país. Além disso, “todo o governo deve se comprometer e ter consciência das necessidades dos turistas em situações de crise”, ressaltou.
Durante o evento, o gerente do Programa de Gestão de Riscos e Crises da OMT, Dirk Glaesser, destacou que as redes de gestão de crises devem ser construídas sobre estruturas já existentes e permanentes. “As ações devem ser rápidas, eficientes, confiáveis, sólidas e a comunicação deve ser regular”, enfatizou Glaesser.
Segundo Glaesser, como as crises não são situações normais, não adianta somente montar uma estrutura de gestão de crises, é preciso saber colocá-la em prática. “Os simulacros – treinamentos – permitem comprovar de antemão se todos os atores envolvidos na rede agiriam corretamente no momento de crise”, finalizou.
Mas, afinal, quais são os gastos envolvidos na criação de um plano de gestão de crises? Porras tem a resposta: “os gastos são mínimos quando comparados com a falta de ações coordenadas”, concluiu.

Experiência Santa Catarina

Na ocasião, o secretário de estado da Cultura, Turismo e Esporte de Santa Catarina, Valdir Walendowsky, relatou a experiência do estado na gestão da crise gerada pelas chuvas de novembro de 2008.
Segundo Walendowsky, na época, choveu o dobro da média prevista para o mês de novembro e 85 municípios decretaram situação de emergência e outros 14 entraram em estado de calamidade.
Entre as ações realizadas pelo governo está a criação do Grupo de Reação – formado por secretarias e órgãos do estado e articulado com o governo federal. “A ideia foi dar agilidade e sintonia de planejamento e execução das ações voltadas para o socorro das vítimas”, ressaltou Walendowsky.
Além disso, por meio de coletivas de imprensa, site informativo e viagens com operadores de turismo nacionais e internacionais, o governo do estado pontuou as áreas abaladas e mostrou que o litoral estava preservado. Assim, os impactos do desastre natural sobre a temporada de verão foram minimizados.

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