Presidente do sindicato dos eletricitários alerta sobre apagão no Brasil em 2008

O crescimento econômico do Brasil poderia ser comemorado com mais entusiasmo se não fosse a crise de energia que assola o País desde 2001

Com crescimento econômico em torno de 5% ao ano, o País está prestes a viver novo apagão em 2008 e 2009. A crise energética bate à porta dos brasileiros por falta de investimentos primordiais para melhorar a prestação de um serviço fundamental e acompanhar o aumento no consumo de energia. De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo ficou acima de 310 mil gwh, em 2007. “Se o país continuar nesse ritmo de crescimento, o apagão será inevitável”, diz Antônio Carlos dos Reis “Salim”, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo.

O crescimento econômico do Brasil poderia ser comemorado com mais entusiasmo se não fosse a crise de energia que assola o País desde 2001. Naquele ano, o alto consumo de energia e a baixa quantidade de água nos reservatórios das represas causaram um blecaute em grande parte dos estados brasileiros. Com o racionamento de energia – implementado pelo Governo de Fernando Henrique Cardoso – na época a situação de fornecimento foi amenizada.

De acordo com Antonio Carlos dos Reis “Salim”, presidente do Stieesp (Sindicato dos Eletricitários de São Paulo) e da Federaluz e vice-presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), sete anos após o primeiro apagão da história brasileira, a população está prestes a viver uma nova crise no fornecimento de energia elétrica, em 2008 e 2009. “Todo esse caos foi gerado por falta de investimento no setor elétrico, até mesmo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) tem admitido a possibilidade do blecaute.” Desde 1999, Salim tem alertado às autoridades em relação à importância de aplicações no aprimoramento dos serviços prestados e sobre as condições das reservas técnicas. Em 2001 houve o apagão, mesmo depois do Governo ter negado veemente que tal fato ocorreria.

O presidente informa que há muito tempo não se tem fontes novas de energia. As duas usinas do Rio Madeira – que tanto estão falando – entrarão em funcionamento apenas em 2013, se não ocorrer nenhum imprevisto. “Até lá, não podemos esperar só por São Pedro, temos que ter soluções e investimentos urgentes”, diz. A crise se agravou ainda mais com a falta no fornecimento de gás desde final do ano passado. “O Brasil precisa aprender a utilizar outras fontes de energia como a solar e o bagaço da cana, mas infelizmente essas alternativas custam caro e as empresas e o Governo não querem aplicar nelas”, conclui.

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