11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Presidente do Banco Mundial pede fim das barreiras comerciais

Zoellick apresentou um programa de dez pontos para combater a fome e transformar os preços elevados dos alimentos em uma oportunidade para desenvolver a agricultura mundial.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, pediu na reunião da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), em Roma, o fim das barreiras comerciais às exportações, que estimulam os aumentos de preços dos alimentos e afetam as populações mais pobres do planeta.
“Temos que fazer uma convocação mundial para que as restrições e as barreiras alfandegárias às exportações sejam eliminadas. Estes controles estimulam o aumento dos preços e afetam as populações mais pobres do planeta que lutam pelos alimentos’’, disse Zoellick.
O presidente do Bird apresentou um programa de dez pontos para combater a fome e transformar os preços elevados dos alimentos em uma oportunidade para desenvolver a agricultura mundial. “A decisão em Roma é clara. Ou milhões de pessoas têm o que comer ou não têm nada’’, disse Zoellick.
Zoellick disse que os governos e as agências da ONU reunidos no evento devem assumir o compromisso de ajudar os 20 países mais vulneráveis do planeta a lidar com a alta nos preços dos alimentos. “Nós já estimamos que essa crise pode empurrar 100 milhões para a pobreza, 30 milhões apenas na África’’, disse.
O presidente do banco defendeu que os presentes no evento que começou na terça-feira elejam como prioridades oferecer programas de apoio aos países mais vulneráveis, disponibilizar sementes e fertilizantes para pequenos agricultores e emitir uma declaração internacional apoiando o fim das restrições à exportação de alimentos.
Em maio a FAO divulgou relatório em que mostra que a atual crise dos alimentos coloca em situação particularmente perigosa 22 países. O documento classifica esses países como vulneráveis à crise devido aos problemas de fome crônica, que são ainda forçados a importar comida e combustíveis. A Eritréia, segundo a FAO, tem 75% de sua população sofrendo com subnutrição, seguido por Burundi (66%), ilhas Comores (60%), Tadjiquistão (56%) e Libéria (50%).

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