Presidente da OAB-RJ pede pressa no julgamento do caso mensalão

O presidente da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil) da Seccional Rio, Wadih Damous, pediu ontem pressa no julgamento das denúncias contra os 40 acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. Ele teme que uma eventual demora possa livrar os acusados pela prescrição dos crimes.
“Desejamos um basta à impunidade, mas desejamos, também, que o Judiciário julgue com a máxima isenção, sem se deixar contaminar pelo clamor punitivo”, disse o presidente da Ordem, Damous.
“É do interesse da sociedade que os culpados sejam punidos e que eventuais inocentes sejam absolvidos, mas que isso seja feito de forma célere”.
O STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra os 40 envolvidos com o escândalo do mensalão – esquema que financiava parlamentares do PT e da base aliada em troca de apoio político.
A Corte acatou a denúncia contra todos os acusados pelo procurador-geral Antonio Fernando de Souza. Entre eles estão os ex-ministros José Dirceu, Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes), o empresário Marcos Valério, os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoíno (PT-SP), além do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do mensalão.
Os réus responderão por diversos crimes, como formação de quadrilha, peculato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa.

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