Preservação aliada ao desenvolvimento urbano

O governador do Amazonas, Omar Aziz, defendeu, durante a abertura da 4ª Conferência Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais do Amazonas, mais agilidade no processo de regularização fundiária como forma de conciliar o desenvolvimento da produção sustentável e a preservação ambiental no Estado. “Precisamos que haja agilidade na regularização fundiária para que a população, em qualquer canto desse Estado, tenha acesso à tecnologia, à mecanização, e possa ter escoamento da produção para ter uma qualidade de vida melhor”, afirmou.
Na abertura do evento, que marcou o início da Semana do Meio Ambiente e as comemorações pelos dez anos de criação da SDS (Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), Omar Aziz assinou a ordem de serviço para o início da construção do novo prédio do sistema SDS e para a implantação do programa Água para Todos, que vai beneficiar mais de 10 mil famílias do interior com a instalação de sistemas de captação de água da chuva.
Omar Aziz destacou alguns dos projetos em implementação pelo Governo Estadual no setor primário baseados na economia sustentável e que requalificam terras em ocupação por outras atividades. No Sul do Estado, em municípios como Apuí e Humaitá, que sofrem forte pressão pelo desmatamento para pasto, o investimento estadual é no desenvolvimento de um polo de piscicultura.
“Temos alguns projetos importantes na produção agrícola e na área da piscicultura em que é preciso regularização. Você precisa ter mais agilidade para aprovar projeto e principalmente financiamento. E só existe se houver a regularização fundiária e a pessoa poder dar alguma coisa como garantia”, disse Omar Aziz.
Sem a terra legalizada, o produtor acaba ficando preso em um ciclo de irregularidade e pobreza, sem acesso a crédito para mecanizar a produção e financiar a safra, aponta o governador. “Não tem recursos para quem não tem garantia. É só para inglês ver. Como um homem vai pegar crédito se não tem a terra regularizada, um bem para dar como garantia. Não temos como mecanizar a terra. Isso não permite que as pessoas possam sustentavelmente trabalhar suas terras e isso prejudica bastante”, alertou.
Omar Aziz voltou a criticar o discurso “puramente preservacionista” da Amazônia que acaba dificultando a exploração de potencialidades amazonenses como a mineração em terras indígenas no Alto Rio Negro. “Não é o extrativismo que vai dar qualidade de vida para a população. Temos uma região como o Rio Negro, que boa parte é de terra indígena, um rio pobre de peixe e terra pobre para produção agrícola, mas rica em minério e que ninguém pode explorar porque não deixam”, disse, referindo-se a entraves burocráticos junto a órgãos ambientais.

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