Presença na Colômbia será mínima, diz EUA

Os Estados Unidos querem assinar acordos militares com a Colômbia dentro de um processo de regularização da ajuda ao país que implica em uma redução da presença americana. A declaração foi feita pelo subsecretário adjunto de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Christopher McMullen, em entre­vista publicada na quinta-feira pelo jornal equatoriano “El Comercio”.
Segundo o subsecretário, esse processo “durará dois ou três anos”, após o que a presença americana na Colômbia será “mínima”.
McMullen disse que essa é uma das razões pelas quais o país busca assinar acordos militares com a Colômbia. O objetivo é ter acesso “em caso de haver uma emergência humanitária, um desastre, mais problemas com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) ou com outros grupos irregulares”, disse.
“Mas, em geral, estamos nos preparando para regularizar nossa assistência”, acrescentou.
O subsecretário americano explicou que os acordos militares que o país negocia com o governo colombiano, como o destinado ao uso compartilhado de bases na Colômbia que causou mal-estar e polêmica em nações vizinhas, buscam modernizar convênios “dos anos 50, da Guerra Fria” e atualizar “convênios informais”.
Para ele, “houve confusão” na interpretação desses acordos feita por certos líderes da América Latina.
“Não queremos nem temos planos de construir bases na Colômbia. Usamos bases a partir do princípio do Plano Colômbia (contra o tráfico de drogas)”.
Se aprovado, o acordo permitirá aos EUA manter 1.400 pessoas, entre militares e civis, em bases na Colômbia, pelos próximos dez anos. Os dois aliados afirmam que o acordo não é novo, mas apenas uma extensão do acordo de combate ao narcotráfico e às Farc chamado de Plano Colômbia; e argumentam que todas as bases permanecerão sob o controle colombiano.

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