Já houve um tempo em que “ser demitido” era quase sinônimo de “ser publicamente humilhado”. Um funcionário dispensado, com ou sem justa causa, ficava marcado para o resto de sua carreira. Era o que se chamava, até 1980, de “sujar a carteira”. Mas até 1980 demissões eram raras. Funcionários só eram demitidos por razões muito fortes. Esse tempo acabou. De dez anos para cá, as demissões viraram rotina. Grandes empresas mundiais anunciam cortes de dois, cinco mil, dez mil funcionários. E ainda recebem elogios dos analistas de mercado.

A conclusão é simples. Funcionários bons e eficientes, que passaram anos recebendo elogios por seu desempenho, de uma hora pra outra podem se ver sem emprego. Logo, uma salutar medida de qualquer pessoa que esteja empregada deve tomar é se preparar para a demissão. Se ela não vier, ótimo. Mas se ela vier, quem estiver preparado vai se estressar menos e, com certeza, vai encontrar um novo emprego mais rapidamente. Mas pouca gente se prepara. A maioria dos funcionários acha que as coisas ruins até acontecem, mas só acontecem com os outros. 

Quatro coisas a se fazer, se você estiver empregado

Se você está empregado, há quatro coisas que precisa fazer já, se é que já não fez, porque prevenir é melhor que remediar.

A primeira é ter um currículo atualizado. De cada dez pessoas que estão empregadas, oito não tem um currículo atualizado.

A segunda, e muito importante, é ter uma lista de contatos, com número de telefones e e-mails. Aquele, o famoso networking. A coisa mais chata que existe é alguém receber uma ligação e do outro lado alguém dizer: “Você se lembra de mim? Nós estudamos juntos em 1989. E aí, tudo bem?”.

A terceira é ter um fundo de reserva. Deixar um dinheirinho de lado todo mês, para poder passar pelo menos três meses sem aquela angústia de ter que arranjar um novo emprego amanhã porque as contas estão vencendo. 

A quarta e última é ter um Plano B para se tornar autônomo. Se eu ficar desempregado, e se não aparecer nada, o que eu posso fazer para me virar enquanto a situação não melhora? 

Finalmente, aquela regrinha de outro: quem está bem preparado para ser demitido, dificilmente é.

O que vale mais para um profissional? A teoria ou a prática?

Na opinião do mercado de trabalho, que é o que interessa, está ficando cada vez mais óbvio que o diploma sem conhecimento vale mais do que o conhecimento sem diploma. Se um candidato a uma vaga se apresentar como “autodidata em administração de empresas”, ele será facilmente batido por outro candidato que tenha Faculdade, Pós-Graduação e MBA. Isso significa que as empresas estão dando preferência à teoria? Não. 

As empresas querem resultados práticos. Mas, do ponto de vista das empresas, é mais fácil ensinar a prática a quem já tenha teoria, do que ensinar teoria a quem só tenha prática. Além disso, sentem um genuíno orgulho quando fazem afirmações do tipo “64% do nosso corpo gerencial tem MBA”.

Profissionais que estão cursando MBA afirmam que desejam adquirir novos conhecimentos, tornar-se um profissional mais atualizado e blá-blá-blá. Mas, espremendo bem os motivos, a maioria das pessoas faz um MBA porque fazer um MBA impressiona, além de ajudar a criar uma importante rede de relacionamentos.

Na média do mercado, quem tem faculdade ganha 30% mais do que quem não tem, e quem tem MBA ganha 15% mais do que quem só tem faculdade. As boas empresas sabem valorizar seus profissionais dedicados. O mesmo acontece com o idioma inglês. Você fala? Então quer dizer que você provavelmente terá um ganho maior que os demais. Mas, importante falar mesmo e não somente ter o curso.

Mas, como você já percebeu, ser valorizado é uma coisa, e transformar esse valor teórico em dinheiro no bolso é outra.

E aí, você está preparado para ser demitido?

Boa semana!

Fiquem com Deus!

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