Prejuízos por mais dois meses no AM

A dois meses do período que marca o ápice das cheias no Amazonas, a Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural) anuncia que os prejuízos agrícolas já ultrapassam R$ 33 milhões. O valor é baseado no levantamento de perdas parciais desenvolvido pelo Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas) em 32 municípios.
De acordo com a pesquisa, a produção de mandioca é a mais afetada com a enchente. Até agora, as perdas geradas pela atividade ultrapassam a marca de R$ 13 milhões. Banana, pastagem e fibras naturais aparecem na sequência, com prejuízos avaliados em R$ 6.696.776, R$ 5.246.500 e R$ 3.376.625, respectivamente. Em Manacapuru, o cultivo de juta e malva amarga o percentual de produção de apenas 30% do que era esperado para 2012. No município de Boca do Acre, 90% da plantação de banana foi perdida.
Segundo o secretário executivo adjunto de Políticas Agropecuárias e Florestais da Sepror, Airton José Schneider, o momento é de levantamento de dados tanto na capital quanto no interior do Estado. “Estamos visitando produtores pessoalmente para identificar os verdadeiros impactos sofridos por cada um”, explica. Feita a avaliação, o governo decide a adesão –ou não– do “cartão solidário” (um incentivo de R$ 400 para os habitantes das regiões mais afetadas).
Além do suporte na esfera social, o presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço, festeja a confirmação de que a Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) está à disposição para renegociar. “Os produtores afetados pelas águas dos rios também não sofrerão bloqueios para novos financiamentos”, destaca.
A medida tranquiliza o setor já que, passado o período de cheias, é tempo de pensar na próxima safra. “Não adiantaria ‘perdoar’ as dívidas de 2012 e anular o período que vem. Isso causaria um prejuízo ainda maior”, diz.

Setor de olarias

Além da agricultura e pecuária, o setor oleiro anuncia situação grave nos municípios de Manacapuru e Irandura. De acordo com a presidente do Sindicato das Indústrias de Olarias do Amazonas, Hyrlene Ferreira, o prejuízo ultrapassa a marca de R$ 3,5 milhões e adianta que se a crise perdurar no próximo bimestre, o valor pode subir para até R$ 10,4 milhões.
Com 6 mil funcionários distribuídos em 40 fábricas, Ferreira lamenta que aproximadamente 17% da categoria tenham seus empregos ameaçados caso a enchente continue. “A produção de tijolos já está comprometida em 50% e, além da perda produtiva, a água está invadindo a estrutura física das empresas”, conta. Segundo dados cedidos pelo sindicato, 90% dessas fábricas funcionam à beira de rios e igarapés.

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