Prejuízo pode chegar a R$ 1,3 mi

Um prejuízo estimado em R$ 1,358 milhão de produtos destruídos por um incêndio preocupa a Coomapem (Cooperativa Mista Agropecuária de Manacapuru), além das máquinas, equipamentos e instalações.
O estoque de aproximadamente 700 toneladas de malva e juta que aguardava comercialização a R$ 1,94 o quilo foi comprometido quando o galpão da cooperativa sofreu um incêndio de grandes proporções, na noite de domingo (14), localizado na rua Getúlio Vargas, bairro de São Francisco, no município de Manacapuru a 84 km da capital, na Região Metropolitana de Manaus.

Prejuízos

A presidente da cooperativa, Eliana Medeiros disse que o prejuízo foi muito grande e que não tinha, no momento, como dimensionar valores. Ela lamentou que o prédio e a fibra armazenada não possuíam seguro. “O galpão e o estoque não tinham seguros”, lamentou. O galpão de pequeno porte, onde trabalhavam aproximadamente 427 cooperados, conseguiu armazenar cerca de 700 toneladas de fibra prensada de juta e malva. O preço negociado estava em torno de R$ 1,94/kg só em material estocado estima-se um prejuízo mínimo de R$ 1,358 milhão, fora os valores de maquinários, equipamentos agrícolas e instalações da cooperativa, consumidos pelo incêndio devastador.
O Corpo de Bombeiro de Manacapuru foi acionado, mas não conseguiu controlar as chamas. O valor exato dos prejuízos causados à cooperativa ainda está sendo apurado.

Cooperativa

A Coomapem é uma das maiores compradoras de fibras da região. Este ano a safra deveria ter sido recorde, se estimava 2.500 toneladas em virtude da não comercialização, a cooperativa recebeu 50% a menos. Foram cerca de 1.200 toneladas do produto prensado somados à mais 200 toneladas armazenadas no ano passado. Esta foi a justificativa da presidente da cooperativa pela grande quantidade estocada naquele galpão. Quanto a falta de seguro da produção e do armazém, foi pelo fato de que as seguradoras não querem fazer seguros pelo alto risco inflamável do produto. “Estamos numa situação muito difícil. Não temos seguro e a maior parte dessa fibra armazenada nós ainda não pagamos aos nossos produtores, estávamos tentando vender o produto para a Conab mais ainda não tínhamos conseguido, e agora, além de perdermos toda a estrutura, pois o galpão está todo danificado, a nossa produção já pronta para venda, está queimada, também”, desabafou Eliana Medeiros.

Causas

Segundo a presidente da cooperativa, o incêndio começou durante um temporal, o que pode ter ocasionado um curto-circuito no estabelecimento.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Manacapuru, tenente Altair do Carmo, um possível curto circuito na rede de alta tensão que gera energia para o galpão pode ter provocado o incêndio.
O vigia do local, Silas Freitas Barbosa, disse que o fogo se alastrou rapidamente. O curto-circuito pode ter sido causado por um forte vendaval que atingiu a cidade na noite de domingo (14). “Foi tudo muito rápido. Quando eu ouvi o barulho tipo um estouro. Logo o fogo já apareceu dentro do galpão, na parte de cima perto do telhado, antes mesmo dos bombeiros chegar, as chamas já estavam espalhadas por uma grande área do galpão”, relatou o vigia.

Apelo

A presidente da Coomapem, ainda informou que o estoque estava acima do normal e que agora precisa de ajuda para ressarcir os danos causados pelo incêndio, aos produtos. “Nós não vendemos nossa produção, nós recebemos o produto e não tivemos venda. Vendemos pouco, 300 toneladas, e aí tive que colocar em cima do material prensado também a granel, a maioria era de malva”, informou Eliana Medeiros.
Ao procurar a Conab para comercialização da safra a presidente da Cooperativa disse que os produtos foram impedidos por falta de certificação. “Nós fomos procurar a Conab para comprar nossa produção quando já estava tudo certo, com o recurso liberado para comercialização, fomos barrados pela certificação dos armazéns, só que no Estado do Amazonas não tem nenhum armazém certificado”, lamentou Eliana.

Conab

De acordo com o superintendente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Thomaz Meirelles esse produto não foi objeto de compra do governo justamente em função da qualidade de armazenagem que o governo exige e que no Amazonas ainda não há nenhum armazém certificado. “Neste momento, não estou visualizando nada que o governo possa entrar para minimizar esse sofrimento da cooperativa, eu não vejo como. O que demonstra que nós temos que buscar uma armazenagem cada vez mais qualificada, para pelo menos ter uma segurança, já que um sinistro pode acontecer em qualquer local. E esta não é a primeira vez que acontece com este tipo de produto”, lamentou Thomaz Meirelles.

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