Preferência ainda é a gasolina

Levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis) indica que o preço da gasolina continua vantajoso em relação ao etanol em 21 Estados brasileiros. Apenas em Goiás, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Tocantins o etanol supera as vantagens da gasolina.
Em Manaus, a última semana foi marcada pelas chamadas “promoções” nos postos de abastecimento onde a maior queda no preço foi aplicada no valor do litro da gasolina, que caiu para R$ 2,48. O preço do etanol se manteve entre R$ 2,18 e R$ 2,19. A paridade entre os dois tipos de combustíveis é de R$ 1,2%.
Para a maioria dos manauaras, o abastecimento com álcool não trás vantagens devido ao clima quente da cidade. Os motoristas dizem que o álcool tende a “evaporar” com facilidade ou não tem a mesma densidade do outro combustível. Crendice popular ou não, o fato é que quando há queda no valor do litro da gasolina, os motoristas correm para os postos e chegam a formar filas quilométricas para poder abastecer mais barato com gasolina.
O repórter cinematográfico Erlonjorge Rodrigues dos Santos disse que gasta, em média, por mês R$ 500. “Prefiro gastar mais com a gasolina porque o rendimento do meu carro fica melhor. Já fiz testes com álcool e não foi a mesma coisa do que abastecer com gasolina”, contou.
A opinião é compartilhada pelo professor universitário de Comunicação Social da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e jornalista, Gilson Monteiro. “Não é questão de preferência. É uma questão de economia. É muito mais barato abastecer com gasolina. Há anos não ponho uma gota de álcool no meu carro”, afirmou.
O motorista de táxi Edíl-son Oliveira disse que o gasto com o combustível vai depender das condições do carro. Ele chega a gastar mais de R$ 800 porque roda a cidade inteira. Mas diz, que na maioria das vezes, a gasolina sai ganhando na preferência. “Acho que tem muita coisa que influencia. Manaus é muito quente e o álcool evapora logo. Também acho que nos carros flex não podem colocar os dois combustíveis de uma vez só. Quando coloco R$ 50, metade de álcool e metade de gasolina, vejo que cai mais rápido. Ou coloco álcool ou gasolina. Os dois juntos gasta mais”, asseverou.

Preferência econômica

Para o Presidente do Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), Erivaldo Lopes, a questão da preferência econômica entre gasolina e álcool é do âmbito pessoal. “Cada pessoa vê o que é melhor para si. Se pagar mais caro pelo valor do litro da gasolina é me–lhor para elas, em virtude de preservar seu próprio carro e lucrar mais com o rendimento do combustível, é uma forma de economizar. As vantagens correspondem ao custo previsto para cada pessoa. No âmbito econômico, a gasolina é apenas um item avaliado para calcular a inflação”, concluiu.

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