Prefeitos divulgam vídeo com legendas em inglês pedindo socorro

Preocupados com o avanço da pandemia, prefeitos de município brasileiros pedem ajuda à comunidade internacional para enfrentar a Covid-19 que neste momento, depois do Amazonas, atinge o seu maior pico principalmente em cidades das regiões Sul e Sudeste do País.

Ontem, a FNP (Frente Nacional de Prefeitos) divulgou um vídeo com legendas em inglês pedindo socorro a países da Europa, Ásia e Estados Unidos. Na gravação, dez gestores de cidades, de partidos que vão do PSOL ao DEM, relataram o drama vivido, hoje, pelo Brasil por conta segunda onda do novo coronavírus.

“Nós somos prefeitos do Brasil e precisamos de ajuda”, dizem em coro os participantes na abertura da publicação. Desde o início da pandemia em março do ano passado, mais de 300 mil brasileiros já morreram em decorrência da Covid-19.

Segundo o presidente da FNP, Jonas Donizete, o objetivo da mobilização é destacar na mídia internacional que os prefeitos brasileiros estão empenhados no enfrentamento à pandemia amparados na ciência.

“Estamos atrasados, vivendo um colapso no sistema de saúde sem precedentes na  história do País”, diz Donizete. Ele ressalta que a falta de vacinas e insumos torna. hoje, o Brasil no epicentro da pandemia que começou na China.

“Os prefeitos estão fazendo a sua parte, adotando medidas preventivas contra as aglomerações nos municípios. E acreditamos na ciência”, acrescenta Jonas Donizete, numa clara crítica ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), acusado de ser indiferente à disseminação do coronavírus e de defender o ‘kit covid’, uma associação de drogas sem comprovação científica utilizada no tratamento da doença.

Seis dos prefeitos que aparecem no vídeo comandam capitais brasileiras. São eles: Eduardo Paes (DEM), do Rio; Bruno Reis (DEM), de Salvador; Edmilson Rodrigues (PSOL), de Belém; José Sarto (PDT), de Fortaleza; Edvaldo Nogueira (PDT), de Aracaju; e Gean Loureiro (DEM), de Florianópolis. Há ainda a pernambucana Raquel Lyra (PSDB), prefeita de Caruaru, e a gaúcha Paula Mascarenhas (PSDB) de Pelotas.

Nessa segunda-feira (29), a FNP lançou oficialmente o Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras com uma proposta de obter 20 milhões de doses no primeiro semestre deste ano.

O quantitativo foi sugerido pela consultora do consórcio, a epidemiologista Carla Domingues, ex-coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunização) do Ministério da Saúde, para ser deliberado como meta, por ser considerado um dado realista.

Amazonas fecha compra

Na semana passada, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), anunciou que fechou uma compra de 1 milhão de doses da vacina Sputnik com o fabricante russo para aumentar a cobertura vacinal em todo o Estado. “As unidades do imunizante devem chegar entre os meses de abril e julho”, disse ele.

O adiamento nas análises da Sputnik pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve prejudicar, porém, a chegada da vacina ao Amazonas. O produto ainda depende de estudos sobre garantias de eficácia para ser liberado.

Até o último domingo, foram vacinadas quase 539.867 pessoas contra a Covid-19, segundo dados divulgados pela FVS-AM (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas).

Em todo o Estado, 415.456 mil pessoas receberam a primeira dose da vacina e 124.441, a segunda.

No balanço da FVS-AM, consta que 28 cidades não enviaram as informações sogbgre a campanha de vacinação. São elas: Amaturá, Anamã, Apuí, Atalaia do Norte, Barcelos, Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Eirunepé, Iranduba, Itacoatiara, Itamarati, Japurá, Juruá, Manacapuru, Manaquiri, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

Foto/Destaque: Divulgação

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