Preços têm maior queda no 2° trimestre nos EUA

Essa foi a maior queda no índice apurado pela agência desde o início da série, em 1987.
De acordo com o economista-chefe da MacroMarkets, Robert Shiller, o retrocesso no mercado imobiliário residencial nos EUA “não da sinais de reversão”.
O indicador referente aos preços das casas nas 20 principais cidades do país caiu 3,5%; já o referente às dez principais teve queda de 4,1% (as variações são referentes à comparação com o segundo trimestre do ano passado).
Os preços caíram em 15 das maiores cidades, com o maior recuo observado em Detroit (centro-norte dos EUA), de 11%. Também houve queda de ao menos 7% nas cidades de Tampa (Flórida), San Diego (Califórnia) e Washington DC. Na região metropolitana de Seattle (costa oeste) houve alta de 7,9%. Também houve alta na cidade de Charlotte (Carolina do Norte), com avanço de 6,9%.
Em julho, o preço médio de um imóvel usado no país no mês passado ficou em US$ 228.900, 0,6% abaixo do registrado um ano antes (US$ 230.200). A queda de preço foi a 12ª consecutiva na comparação anual. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Corretores de Imóveis. As vendas de casas usadas nos EUA, por sua vez, tiveram queda de 0,2%, quinto mês consecutivo de recuo nas vendas do setor.
Já as vendas de casas novas nos EUA cresceram 2,8% em julho, contra uma queda de 4% registrada em junho (dado revisado), segundo o Departamento do Comércio.
O preço médio de imóveis residenciais novos teve aumento de 0,6% no mês passado, chegando a US$ 239. 500, contra US$ 238.100 em julho do ano passado.
A confiança do consumidor americano registrou queda em agosto, para 105 pontos, maior recuo na comparação mensal desde setembro de 2005, quando a economia sentiu os efeitos do furacão Katrina sobre os preços do petróleo. Os dados foram divulgados pelo instituto americano privado de pesquisa Conference Board.
Segundo o instituto, o índice deste mês refletiu a turbulência nos mercados financeiros causada pelos problemas no mercado de hipotecas de risco, que ganharam força neste mês. Em julho, o índice havia registrado 111,9 pontos (o dado foi revisado para baixo; a leitura inicial era de 112,6 pontos). O índice divulgado no entanto, superou as expectativas dos analistas, que previam um recuo ainda maior, para 104,5 pontos.

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