Preço do álcool tem alta de 22,8%, aponta estudo

O preço do álcool combustível, em Manaus, que vinha oscilando em quedas consecutivas nos últimos cinco meses, encerrou fevereiro em R$ 1,808 o litro, com alta superior a 22,8% em relação ao de R$ 1,38 por litro do mesmo período no ano passado. Isso é o que revelou o estudo mensal do Ticket Car, que avalia a gestão de despesas de veículos em todo o Brasil.
Enquanto na maioria das capitais brasileiras o estudo registrou queda de 16% no preço do etanol em relação a fevereiro de 2007, Manaus foi apontada como uma das cinco regiões onde o preço do produto não compensa o abastecimento.
O Estado parece ter acompanhado a tendência em nível nacional do aumento da frota de carros leves e semipesados o que influenciou também nos preços da gasolina e diesel, mantidos praticamente estáveis no segundo mês do ano.

Aumento
sensível

De acordo com o gerente de negócio do Ticket Car, Marcelo Nogueira, o aumento do álcool é mais sensível nas regiões onde a distância tende a onerar a logística dos transportes.
No caso do Amazonas, disse ele, “as alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) são praticamente iguais para gasolina e álcool, perfazendo em média 25% para ambos. Em São Paulo, essa diferença de incentivos fiscais para o álcool é bem maior”, explicou Nogueira.
Os números vão ao encontro da pesquisa divulgada pelo presidente do Sindicam (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcoois e Gás natural do Estado do Amazonas), Luiz Felipe Moura, segundo o qual em janeiro último, o preço médio do litro de etanol na capital amazonense custava R$ 1,693 e saltou para R$ 1,702 no início de fevereiro, encerrando o segundo mês em R$ 1,808 o litro.

Região precisa encontrar alternativas

O crescimento positivo de 6,22% no preço do álcool nas bombas de Manaus é um alerta, na opinião de Luiz Felipe Moura, para que a região comece a desenvolver alternativas de combustíveis mais em conta ou projetos de usinas para beneficiamento de cana-de-açúcar. “Nosso mercado é muito sensível aos desmandos dos canavieiros do Centro-Oeste. Além disso, ainda temos o problema do transporte para a região que onera ainda mais o produto nos postos da capital”, analisou.
Além do Amazonas, o estudo do Ticket Car apontou ainda o Amapá, Pará, Piauí, Roraima e Sergipe, onde a gasolina ainda é a mais indicada. São Paulo permanece liderando o ranking das cidades com o melhor preço do derivado da cana-de-açúcar, cerca de 47% menor que o valor da gasolina, em média, logo em seguida aparece os Estados do Paraná, Mato Grosso e Goiás.

Pesquisa objetiva alertar consumidor

O Ticket Car faz mensalmente esse levantamento no qual sinaliza aos seus clientes e ao mercado, os Estados em que vale a pena o uso do álcool combustível nos veículos de sua frota e aqueles onde é mais vantajosa a utilização da gasolina. Além de reduzir os custos com abastecimento, os dados fornecidos também são úteis no momento de definir se vale ou não a pena comprar automóveis bicombustível em sua região.
“É preciso tomar cuidado, pois apesar de mais barato, a autonomia do veículo com o álcool é em média 30% menor. Assim, para ser vantajosa a sua utilização, o preço do litro também precisa ser 30% menor”, declarou Nogueira.

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