Preço deve subir, mas lojas esperam crescimento

O conforto da mobilidade e os preços cada vez mais em conta estão fazendo com que os desktops, os conhecidos computadores de mesa, sejam substituídos pelos laptops, os computadores portáteis. De acordo com dados de lojas especializadas em informática, a venda de notebooks foi 80% superior à venda de desktops no período de julho a setembro deste ano, em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A expectativa dos empresários do setor para o último trimestre de 2008 é de obter incremento de 15% nas vendas, ante os três últimos meses de 2007, mesmo sob os impactos da crise internacional.
Os preços dos laptops que foram adquiridos antes do momento de instabilidade econômica permanecem mais em conta que os valores dos desktops. “Os preços estão estagnados, apenas por enquanto, pois com a alta do dólar presumo que os valores de material importado, dentre eles o notebook, devam aumentar cerca de 20%”, declarou a assistente comercial da Amazon Print, Ana Paula Longhi.
Ainda conforme Ana Paula, a crise deve gerar impacto nas vendas de produtos de informática. “Lojistas e empresários têm que se manter otimistas, apesar dos últimos acontecimentos. A projeção é que, caso a crise seja contornada, possamos ter um aumento nas vendas de produtos de informática em geral, dentre eles o notebook”, enfatizou a assistente comercial ao afirmar que os preços já sofreram reajuste por conta da crise. “Houve aumento nos valores. Notebooks, em quase 100% dos casos, são produtos importados, adquiridos em dólar. Isso resultará em alta de preços, e o resultado desta crise será sentido em todas as áreas comerciais, independente de produtos importados ou nacionais”, acrescentou.

Variação do dólar assola importados

Segundo o gerente da Hexium Informática, Jones Valois, os valores continuam estabilizados, no entanto, devem ser alterados ainda nesse ano. “Com a variação da moeda americana, os preços tendem a aumentar. A crise econômica americana prejudica as vendas e alta na taxa de câmbio reflete diretamente na cotação dos produtos”, comentou.
Segundo o proprietário da PCI Informática, Michel Carvalho, as recentes mudanças na economia mundial podem afetar o mercado de informática. “Com a crise, as vendas não crescem e, como a maioria dos produtos do ramo é importada, fica difícil conseguir um bom desempenho”, revelou.

Prático e funcional

Mesmo que o mercado enfrente dificuldades, um dos fatores que devem continuar motivando a compra dos notebooks é a praticidade. “Quem costuma comprar os notebooks são os universitários ou pessoas que sempre levam trabalho para casa. É uma questão até de unir o útil ao agradável”, frisou Carvalho.
Conforme Valois, os laptops apresentam maiores demandas porque são menores. “Os notebooks ocupam menos espaço. Hoje em dia, existem computadores portáteis de 12, 8,5 e até 7 polegadas, isso atrai muito os estudantes e os empresários”, garantiu.
De acordo com Ana Paula, a substituição dos desktops por laptops é uma tendência mundial. “O notebook tem por característica a mobilidade, não existe restrição de local para sua utilização. E o custo, comparado ao desktop, caiu muito, o que faz com que as pessoas comparem na hora da compra, para ver o que compensa”, destacou Ana Paula ao analisar o segmento em Manaus. “O mercado de informática está em desenvolvimento. É um setor aquecido, principalmente por parte das grandes empresas que dependem de tecnologia para agilizar os processos comerciais e administrativos”, assegurou.
Os laptops custam a partir de R$ 1.100 e os desktops estão no valor médio de R$ 1.500.

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