7 de maio de 2021

Preço da gasolina em queda em Manaus

O preço de todos os combustíveis comercializados nas bombas dos postos de Manaus sofreu variação negativa, nesta semana. A maior queda foi registrada no valor do etanol (R$ 3,21), que ficou 2,73% abaixo da semana anterior (R$ 3,30). A gasolina ficou 2,88% menos cara, ao passar de R$ 3,82 para R$ 3,71. O preço médio da gasolina aditivada, por sua vez, desceu de R$ 3,92 para R$ 3,84, uma diferença de 2,04%.

Já os valores do diesel, mal se moveram, especialmente na variedade comum do combustível (+0,29%), que passou de R$ 3,47 para R$ 3,46. O diesel S-10 teve seu preço corrigido de R$ 3,57 para R$ 3,53, ficando 1,12% mais barato. É o que informa a mais recente pesquisa semanal do Procon-AM (Instituto Estadual de Defesa do Consumidor do Amazonas), realizada em 58 postos na capital, cujos dados foram consolidados e divulgados nesta quinta (5).

A redução nas bombas chega mais de duas semanas depois do anúncio mais recente da Petrobras de corte de preços nas refinarias de todo o país. A diminuição foi de 4% para a gasolina, mas o preço do diesel não foi modificado. A empresa ressalta que os valores finais dependem de cada posto – que acrescem impostos, taxas, custos com mão de obra e margem de lucro – e do fato de o mercado se basear na livre concorrência. Além disso, a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis, formados a partir da mistura com biocombustíveis.

Promoção na pandemia

O Sindcombustiveis/AM (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Alcoois, e Gás Natural do Estado do Amazonas), no entanto, ressalva que as variações de preços dos combustíveis na origem são diárias e têm apontado para um viés de alta. De acordo com o vice-presidente da entidade, Geraldo Dantas de Araújo, no espaço de pouco mais de um mês, ocorreram 17 diminuições de preços e 22 aumentos. O motivo para a baixa de preços, conforme o dirigente, é de desaquecimento da demanda.

“Os empresários estão fazendo uma promoção e comprometendo sua margem de lucro, já que as vendas caíram sensivelmente nos últimos dois ou três meses. Muita gente não está saindo e falta de carros circulando na cidade. As atividades escolares se mantêm reduzidas, enquanto bares, restaurantes e eventos estão parados. O dinheiro que está sobrando é consumido em casa. Não vejo melhora tão cedo, pois já temos segunda onda na Europa, o Brasil não leva a sério essa doença e vai demorar muito para termos uma vacina. Só não sabemos até quando o empresário pode aguentar”, desabafou.

Retomada e reajustes

O corte dos preços da gasolina nas refinarias chegou em um mês em que a gasolina já apresentava alta média de 0,94%, no Brasil, em relação a setembro, conforme o IPTL (Índice de Preços Ticket Log). Empatada com o Sudeste em termos de valor (R$ 4,613), a região Norte registrou o terceiro maior reajuste no preço de gasolina (+0,79%), em outubro, perdendo para o Centro-Oeste (+1,63%) e o Sudeste (+1,23%). 

O combustível subiu em todas as regiões brasileiras, especialmente no Centro-Oeste (+1,63% e R$ 4,685), enquanto o Sul (+0,5% R$ 4,386) ficou na outra ponta. No acumulado do ano, o preço avançou quase 18%, com pico em janeiro (R$ 4,728) e valor mais baixo em maio (R$ 4,005). De junho para cá, voltou a subir ininterruptamente, até chegar à média de R$ 4,591.

“Desde a retomada das atividades, a gasolina tem avançado nos postos de todo o país, com preços voltando a patamares similares ao do ano passado. Em outubro de 2019, o litro do combustível apresentava a média de R$ 4,564”, pontua o head de Mercado Urbano da Edenred Brasil, Douglas Pina, em texto divulgado pela assessoria de comunicação da empresa.

O etanol, por sua vez, teve aumento de 0,49% no fechamento de outubro e ficou em R$ 3,523, no valor médio. No acumulado, variou 17%, atingindo o valor mais alto em fevereiro (R$ 3,757). A região Norte foi a única que apresentou retração mensal (-1,09%), embora siga com o preço médio mais caro do país (R$ 3,715). O menor valor foi encontrado no Centro-Oeste (R$ 3,205).

Já os preços do diesel foram na direção contrária, tanto para a modalidade comum (-0,4% e R$ 3,683), quanto para o S-10 (-0,51% e R$ 3,728), com altas acumuladas de 23% e 24%, respectivamente. Todas as regiões apresentaram redução de valores, com destaque para o Sudeste (-0,85%), no primeiro caso, e para o Centro-Oeste (-0,76%), no segundo. A região Norte figurou com os preços mais altos e os menores, em ambas as modalidades, com médias respectivas de R$ 3,925 (-0,08%) e R$ 3,951 (-0,28%).

“Temos que levar em conta os diferenciais logísticos de nossa região. Se a entrega do álcool anidro atrasa, por exemplo, não podemos vender a parte de gasolina que levaria essa mistura, e isso afeta o mercado. Os empresários têm uma margem ‘x’ de centavos para ganhar em cima da venda e, quando é necessário reduzir para vender, isso gera uma guerra e todas essas flutuações de preços, em um mercado que é livre. Há muitos fatores envolvidos, mas o que se pode concluir é que vender na região Norte é mais difícil”, explicou Geraldo Dantas de Araújo. 

Menores preços

O levantamento do Procon-AM apontou ainda que os menores preços da gasolina comum (R$ 3,59) e aditivada (R$ 3,67) estão em postos de combustíveis situados nos bairros Japiim e Raiz, ambos na zona Sul de Manaus. Também foram verificados que os menores valores do etanol estão em R$ 2,99, distribuídos em sete bairros da capital, nas zonas Sul, Centro-Sul e Oeste. Já o diesel comum (R$ 3,33) – Praça 14 – e o diesel S10 (R$ 3,29) – Japiim – podem ser encontrados em valores mais em conta na zona Sul.

“O Procon-AM não pode determinar preços de produtos e serviços, mas atua com fiscalizações semanais para verificar a evolução dos valores e se o aumento é irregular. Nesta semana, notamos que os preços diminuíram em relação à pesquisa anterior, realizada em 28 de outubro. É algo animador para o consumidor, mas seguiremos com o trabalho. O mercado se ajusta muito rápido, por isso é necessário manter essa vigilância quanto ao preço”, concluiu o diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe, em texto distribuído por sua assessoria de imprensa.

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