Preço da alimentação pressiona inflação semanal

A inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) foi de 0,89% na primeira prévia do mês (período até 8 de abril), segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas). O resultado indica aceleração ante a taxa de 0,71% da última medição de março. Esta é a quinta semana consecutiva de alta na taxa do indicador.
Das sete classes de despesa pesquisadas para cálculo do indicador, apenas o segmento Habitação apresentou desaceleração em relação à semana anterior, de 0,41% para 0,35%. A maior contribuição para a alta de preços verificada pelo IPC-S foi do segmento Alimentação, que passou de 0,98% para 1,50%, com destaque para hortaliças e legumes, que subiram de 7,03% para 8,86%.
“Batata e cebola responderam por 0,02 ponto percentual, cada uma, da aceleração do IPC-S”, comentou o coordenador do indicador da FGV, Paulo Picchetti, referindo-se aos itens que apresentaram altas de 21,70% e de 33,31%, respectivamente

Carnes e frutas

Outros segmentos relacionados à Alimentação que ajudaram na aceleração do IPC-S foram os de Carnes Bovinas e de Frutas. No caso do primeiro, houve uma redução da queda entre o final de março e o começo de abril, de 1,63% para 0,66%, e este movimento gerou uma participação de 0,05 ponto percentual na aceleração do IPC-S. Quanto às Frutas, o segmento saiu de uma variação negativa de 0,01% e subiu 0,56%, gerando uma contribuição de 0,01 ponto no movimento do indicador geral de inflação.
Fora da Alimentação, Picchetti destacou o comportamentos da gasolina e do etanol, que mostraram avanço maior do que o do final de março. O etanol apresentou aumento de 12,53% ante alta de 9,32%. Na mesma base de comparação, o valor médio da gasolina apresentou alta de 2,66% ante variação positiva de 1,58%.
O coordenador também citou que os preços dos itens industrializados e de Serviços estão bem mais pressionados do que no mesmo período de 2010. No caso dos industrializados, que subiram 0,42% na primeira quadrissemana de abril ante alta de 0,31% do final de março, o avanço foi mais intenso que o de 0,20% da primeira quadrissemana de abril de 2010. Quanto aos Serviços, a diferença é ainda maior, já que o grupo apresentou alta de 1,45% na primeira leitura de abril de 2011 ante variações de 1,42% do final de março do mesmo ano e de 0,80% da primeira quadrissemana de abril do ano passado.

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