Preço cai com expectativa do Fed por recuperação lenta nos EUA

O preço do petróleo registrou baixa na sexta-feira. Os investidores preferiram vender seus contratos da commodity, ainda sob efeito da avaliação feita pelo Fed (Federal Reserve) em comunicado divulgado quarta-feira (quando manteve sua taxa de juros no atual patamar, entre zero e 0,25%), de que a economia americana ainda deve levar algum tempo para se recuperar.
Às 14h31 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em agosto (nova referência), negociado na Nymex (Bolsa Mercantil e Nova York, na sigla em inglês), estava cotado a US$ 69.18, em baixa de 1,49%. Até o horário, o preço máximo atingido pelo barril era de US$ 71.29 e o mínimo, de US$ 68.81.

Sinais de estabilização

Segundo o Fed, as condições do mercado financeiro tiveram ligeira melhora nos últimos meses e os gastos por domicílio apresentaram novos sinais de estabilização. No entanto, embora mais estáveis, os gastos ainda sofrem pressão devido o crescimento do desemprego, à contração no patrimônio das famílias e ao acesso ainda restrito ao crédito.
As pressões causadas pela instabilidade no Irã e na Nigéria -dois dos principais produtores mundiais da commodity- vinham provocando elevação na cotação do barril, mas na sexta-feira não bastaram para levar o preço a novas altas. Mesmo assim, a situação nos dois países continua na agenda dos investidores.

Ataque às instalações

A guerrilha nigeriana Mend (Movimento para a Emancipação do Del, na sigla em inglês) anunciou um novo ataque às instalações da companhia petrolífera anglo-holandesa Shell, o quinto sofrido pela empresa na última semana.
O Mend iniciou em 2006 as atividades armadas para reivindicar ao governo nigeriano mais autonomia e investimentos na empobrecida região petrolífera do Delta do Níger.
No Irã, o Conselho de Guardiães (órgão legislativo sob o comando do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei) afirmou não ter encontrado nenhuma evidência de fraude nas eleições e que a votação do dia 12 de junho, que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad, foi a mais “saudável’’ desde a Revolução de 1979.
O resultado é contestado pela oposição, e a violência na contenção dos protestos contra a reeleição de Ahmadinejad já deixou ao menos 20 mortos e 140 presos, segundo números oficiais.

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