Precarização atinge sistemas de TI

O fim da parceria entre Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica) amplia o receio dos empresários em relação às atividades supervisionadas pela autarquia. De acordo com o Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) a extinção do contrato de fornecimento de mão de obra qualificada para desenvolvimento e manutenção do sistema operacional da Suframa, poderá prejudicar ainda mais a indústria e comércio, que sofrem com a precariedade dos trabalhos na autarquia.
Segundo o presidente do Cieam, Wilson Périco, todas as empresas que usufruem dos incentivos fiscais, provenientes da ZFM, poderão parar suas atividades se o sistema de informática da Suframa entrar em colapso por falta de manutenção, já que o último contrato com este escopo terminou no dia 29 de março de 2014. “Vemos com preocupação. Nós estivemos com o superintendente da Suframa e ele garantiu a continuidade da prestação de serviços na autarquia”, alertou.
Périco ainda compartilhou a informação de que na sexta-feira (28), a Suframa entrou com solicitação junto ao governo federal, mas que não garante a continuidade dos serviços na autarquia. “Nesta segunda-feira nós devemos estar conversando para ver se vai haver impacto ou não. Eu espero que não haja, mas o risco existe. O superintendente garantiu que esse risco estaria minimizado e nós temos que dar um voto de confiança a ele”, disse.
Na hipótese de parar o Sistema da Suframa todas as empresas serão afetadas. Indústria e Comércio, que dependem de liberação dos produtos e mercadorias adquiridas de outras praças nacionais ou internacionais, para entrarem na ZFM usufruindo dos incentivos fiscais, serão fortemente prejudicados, inclusive as empresas exportadoras que, da mesma forma, dependem do sistema para liberação das mercadorias fabricadas no PIM (Polo Industrial de Manaus), segundo o Cieam.
De acordo com o professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) mestre em TI (Tecnologia da Informação), André Cavalcante, todo e qualquer sistema de informática precisa de gente para operar, inclusive os automáticos. “Sistema automático, significa apenas que ele vai funcionar, dentro de alguns parâmetros, sozinho. Mas esse funcionamento precisa ser programado, parametrizado, monitorado e ajustado periodicamente para que conflitos no processamento de informações sejam evitados durante a alimentação dos dados, que é manual”, esclareceu.
Segundo a técnica de Suporte Operacional, Gretha Menezes, o sistema da Suframa provavelmente não sairá do ar com o término do contrato de informática celebrado com a Fucapi. Existe um mecanismo que permite a continuidade do sistema, mas que precisa de alguém que entenda para corrigir eventuais erros. “A cada dia a situação fica pior. Ninguém define data de prorrogação do nosso contrato que já venceu. A greve dos servidores da Suframa não acaba e o pouco que tinha dos funcionários da Fucapi trabalhando vai sair nesta sexta-feira, nosso último dia de trabalho aqui”, informou.
É de conhecimento público que os funcionários da Fucapi que prestavam serviços na Suframa, assinaram a homologação de rescisão de contrato de trabalho com vínculo empregatício na sexta-feira (28). Agora a autarquia aguarda pela contratação dos aprovados no concurso público realizado no dia 9 deste mês, para preencher essas vagas na Suframa.
O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, durante toda a sexta-feira (28) esteve reunido a portas fechadas com sua equipe técnica, em busca de uma solução eficaz para a crise instalada na autarquia. Procurado pela reportagem do jornal, Thomaz Nogueira, limitou-se a informar que ainda estava em reunião. “Continuamos reunidos, falo depois”, disse.

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