PPS adverte: falta investimento para salvar PIM

A falta de uma política industrial com planejamento estratégico e educação tecnológica levará à morte a Zona Franca de Manaus e o seu polo industrial (PIM), prevê o deputado Luiz Castro (PPS), que participou de audiência pública ontem (6), na Aleam

A falta de uma política industrial com planejamento estratégico e educação tecnológica levará à morte a Zona Franca de Manaus e o seu polo industrial (PIM), prevê o deputado Luiz Castro (PPS), que participou de audiência pública ontem (6), na Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas). Para ele, a situação do polo de componentes do PIM é o retrato da própria Zona Franca de Manaus, com a Suframa castigada sistematicamente pelo contingenciamento de recursos por parte do governo federal e sem nenhum planejamento estratégico.
Um sintoma do desastre, segundo Castro, é a situação do segmento de fios e cabos do polo de componentes da ZFM, que encolheu 52,8% em cinco anos, com a mão de obra empregada caindo de 3,5 mil em 2006 para 1,8 mil em 2010. “Ou o governo estadual intervém ou vamos sempre depender de favores fiscais e então o nosso PIM não vai ter futuro”, aponta Luiz Castro, advertindo também para o perigo que os incentivos fiscais correm na reforma tributária que está sendo esboçada no Congresso Nacional.
Segundo o deputado, o governo do Estado deve intervir urgentemente para ajudar a salvar a ZFM e o PIM através do desenvolvimento de uma política estratégica que inclua um projeto de agregação tecnológica, preparando mão de obra especializada nas áreas de software, biotecnologia, engenharia industrial e engenharia mecatrônica. Essa é a única forma, de acordo com o parlamentar, de proteger a ZFM em relação à produção de bens que exigem alto nível de especialização, adensando as cadeias produtivas com incentivos fiscais, mas associar essas medidas à grandes investimentos visando a formação de quadros tecnológicos no Estado.
Ignorar essa realidade – aponta o deputado – é ser conivente com os golpes sofridos pela ZFM por questões de mercado, como acontece agora diante da Medida Provisória 534/11 que permite a produção de tablets em outras regiões do País. “Temos que vocacionar a nossa população para trabalhar a cultura tecnológica que está relegada a plano inferior em nossas universidades”, adverte. Não há outra saída senão investir no futuro de forma estrutural, garante Castro. “A nossa juventude deve ser a vanguarda da implantação de processos como miniaturização, vanguarda da criação de software, das formulações mais diversas da área de ciência e dos aperfeiçoamentos tecnológicos na área de engenharia, seja na robótica, seja na linha mecatrônica, seja na linha da engenharia de produção”, comenta. Ao lamentar “a paralisação do CBA (Centro de Biotecnologia do Amazonas)”, o deputado sustenta que os investimentos estruturais também terão que relevar uma política de governo que habilite os jovens na língua inglesa, a exemplo do que fez o governo do ex-candidato a presidente da República, José Serra, em São Paulo, quando financiou, através de bolsas de estudo, a formação em língua estrangeira para milhares de jovens paulistas. “A língua inglesa é a língua universal e está sendo dominada facilmente pelos indianos, pelos chineses e pelos europeus, é a língua do mundo informatizado e nós temos que acordar no século XXI”, finaliza.

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