Poupança tem a 2ª maior captação em abril

Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 1,977 bilhão em abril, informou ontem o Banco Central (BC). Houve queda em relação ao resultado de março, quando a captação líquida foi de R$ 2,544 bilhões. Trata-se, no entanto, do segundo maior resultado para meses de abril da série histórica, iniciada pelo BC em 1995, atrás apenas do registrado em abril de 1997 (R$ 2,046 bilhões). No acumulado do ano, a captação está positiva em R$ 4,107 bilhões.
Os dados da caderneta de poupança de abril mostram movimentação normal para o fim do mês, poucos dias antes de o governo anunciar as mudanças nas regras para esse tipo de investimento. Na comparação com março deste ano e com abril do ano passado, houve queda tanto nos depósitos como nos saques, que somaram agora, respectivamente, R$ 96,2 bilhões e R$ 94,2 bilhões.
Nos próximos dias, o BC vai divulgar os dados sobre o movimento na poupança nos dias 2 e 3 de abril, que foram os últimos para depósitos dentro das regras atuais, que garantem remuneração de 0,5% ao mês mais TR. Agora, toda vez que a taxa básica de juros (Selic) estiver abaixo de 8,5% ao ano, os depósitos feitos a partir do dia 4 vão render 70% da Selic mais TR.
Até o dia 30 de abril, a poupança acumulava um saldo de R$ 433,321 bilhões, que é o total depositado nas contas dos cerca de 98 milhões de brasileiros que têm esse tipo de aplicação, antes das mudanças na fórmula de correção.
No acumulado do ano, a captação está positiva em R$ 4,107 bilhões. O valor está acima do R$ 1,925 bilhões do mesmo período do ano passado, mas abaixo do registrado no primeiro quadrimestre de 2010 (R$ 5,942 bilhões).

Mudanças

A mudança nas regras da poupança anunciada pelo governo na última quinta (3) foi recebida com elogios por líderes da base e da oposição, mas com ressalvas por estes últimos. Amedida provisória editada para colocar as regras em vigor pode ser alterada no Congresso, embora governistas considerem que passará “sem dificuldades”.
A tramitação da MP começará pela Câmara e depois seguirá para análise do Senado. Todo o processo, incluindo a aprovação, precisa ocorrer em até 60 dias, prorrogáveis por mais 60 dias, ou a medida provisória – que já está em vigor desde a data da publicação – perde o valor.

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