Potências ameaçam adotar novas sanções ao Irã

Os Estados Unidos informaram que representantes dos cinco países que integram o Conselho de Segurança da ONU -Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia- e da Alemanha concordaram na segunda-feira em buscar novas sanções a serem aplicadas contra o Irã. O país não respondeu à oferta das potências de não adotar mais sanções em troca do congelamento do programa nuclear.
“Nós estamos decepcionados por não termos recebido ainda uma resposta do Irã”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Gonzalo Gallegos. “Concordamos que, diante da ausência de uma resposta clara e positiva do Irã, não tínhamos escolha senão procurar novas medidas contra o país”.

Conferência telefônica

Os representantes tomaram a decisão durante uma conferência telefônica. A reunião ocorreu depois de o negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, ter dito ao chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana, que Teerã entregaria uma resposta por escrito na terça-feira.
“O Irã tem uma escolha clara: comprometimento ou isolamento”, afirmou o porta-voz. “Os incentivos continham tudo que o Irã precisava para desenvolver um moderno programa de energia nuclear, que os líderes do Irã dizem ser seu objetivo. A pressão sobre o Irã para ceder aos pedidos da comunidade internacional e às suas obrigações com o Conselho de Segurança só vai aumentar”.
Os Estados Unidos e os aliados europeus temem que o Irã utilize o programa de energia nuclear para desenvolver bombas nucleares. O Irã nega a acusação.
O Conselho de Segurança da ONU já adotou três sanções contra o Irã. Os Estados Unidos, a União Européia e países europeus também já impuseram medidas financeiras contra o país.

Míssil mar-mar

Também na segunda-feira, o Irã anunciou ter testado um míssil mar-mar com 300 km de alcance. De acordo com o general-de-divisão Mohammed Ali Jaafari, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, o teste foi concluído com sucesso e a tecnologia é nacional.

Passagem estratégica

No anúncio, o Irã reafirmou que poderia “facilmente” fechar uma passagem estratégica do golfo Pérsico, o estreito de Hormuz, caso seja atacado. Quase 40% do petróleo do mundo passa pelo local. Teerã já alertou que poderia impedir a passagem de tanques pelo estreito -o que, provavelmente, elevaria muito o preço do barril.

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