Possíveis panoramas para o capitalismo pós pandemia

Todos sabem que desde que o homem juntou em comunidade, se formou pelos próprios homens as desigualdades sociais e isso vem desses primórdios, não é desses tempos divisionistas atuais, assim como as pessoas em sociedade sempre esperam que governos e o Estado cuidem delas.

Ao modo de discussão dos economistas-pesquisadores do Clube de Economia da Amazônia (CEA) esclarecem que o sistema capitalista quando da I Revolução Industrial, ‘formalizou’ para melhorar o controle sobre os meios de produção, propôs sua divisão e, aí incluso o fator trabalho. Dai surge a Ciência da Economia com suas teses, que tenta melhor adequar à compreensão geral as relações entre os fatores de produção que compõem o modus operandi da produção capitalista e o progresso da sociedade.

Atualmente, não satisfeitos por explicações dos fenômenos do sistema capitalista, por economistas, outros profissionais também exprimem suas opiniões, como que aconteceu no Fórum Popular da Natureza (04/09/2020-SP) no qual, o neurocientista e coordenador do Consórcio Nordeste, Miguel Nicolelis, “explicou que o sistema capitalista significa a promoção de ações “deletérias” do ponto de vista civilizatório, que expõem a humanidade ao risco de extinção: com guerras, mudanças climáticas e pandemias”. “Trata-se de um sistema econômico que expôs a toda espécie e o planeta a possibilidade de, quando a gente avança nos ecossistemas, destrói as cadeias de relação de ecossistemas, a gente abre o leque de possibilidades da espécie ser extinta”, entre elas as pandemias.

No mesmo Fórum o cientista se posicionou, dizendo “que a humanidade escapou de diversas “balas epidêmicas”, como a gripe espanhola e que a pandemia de Covid-19 mostrou que “um dos pilares desse modelo civilizatório não sustentado foi rompido e o desequilíbrio com o meio ambiente e na nossa interação com outras espécies animais e com a flora do planeta foi exposto numa ferida que gerou um vírus que pôs o planeta inteiro de joelhos”.

Por outro lado, observam os economistas do CEA, que o citado cientista possui uma peculiaridade singular sobre o modelo capitalista quando se expressa que a pandemia expôs as fragilidades desse modelo civilizatório e econômico, baseado na valorização do que chama de “igrejas de mercado e deus do dinheiro” criado pela humanidade, que pensa seja a única forma possível que leve à mudança desse sistema.

Para o pessoal do CEA, a posição dos debatedores daquele Fórum muito traduz o pensamento daqueles que não acreditam na economia de mercado nem no capitalismo, sem embargo de outras interpretações, mas não conhecem nenhum outro sistema econômico que crie remuneração ao fator trabalho e promova a igualdade utópica entre as pessoas, tanto que o neurocientista Nicolelis (que ainda não analisou ou não sabe de onde vem os recursos financeiros para suas pesquisas) vaticina toda sua ideologia assim: “Nós criamos fantasias mentais que se tornam mais importantes que a vida humana e a própria sobrevivência do planeta. Fantasias mentais que não estão restritas a ritos e fantasias religiosas, que nós aceitamos como divinas, mas na realidade são produtos da mente.”

Para ele, é essa lógica que fez a humanidade escravizar populações ao longo da história. No século 21, não ainda não nos demos conta que essas abstrações podem acabar conosco e com o planeta todo”.

Outro nobre debatedor daquele Fórum foi o Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marildo Menegat, pós-doutor em Filosofia, o qual acrescenta “que o fim máximo da sociedade capitalista é transformar a natureza em mercadoria. E ele explica que é impossível falar, portanto, em agroecologia sem falar em capitalismo” e destaca que como essencial à expansão do capitalismo é a guerra. E explica que o fordismo, modelo de produção em massa, precisou de três guerras para se consolidar no mundo: a Guerra Civil Americana e as duas guerras mundiais. Isso por conta da larga utilização de recursos naturais empregados nesses momentos históricos.

A exemplo, a Segunda Guerra Mundial gastou o dobro de ferro do que foi gasto nos 150 anos anteriores. Por isso, também se torna “impossível falar em capitalismo sem falar em fascismo e nazismo, o capitalismo precisa explorar de maneira mais expressiva e rápida a natureza para sobreviver. “Não sou eu quem anuncia o apocalipse. É o capitalismo que produz o apocalipse. Ao mesmo tempo em que hoje o capital produz uma mudança climática para continuar existindo, ao mesmo tempo em que hoje o capitalismo para contornar o limite intransponível, é uma forma social cujo prazo já se esgotou e há muito, ele precisa destruir, destruir e destruir”.

Também, os economistas do CEA, destacam que outro palestrante do Fórum, o Professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luiz Marques, assim se posicionou sobre os impactos das relações capitalistas no planeta e explica tratar-se de um “sistema que é por natureza expansivo permanecer dentro de um sistema que não é ilimitado”. “Para ele, três pontos são necessários para atenuar os impactos da crise do meio ambiente que já visíveis e mudar o rumo da relação entre natureza, ciência e humanidade: religação dos saberes, redefinição da política e percepção da emergência climática”. Essas são outras visões de cientistas que não são economistas e desacreditam do modelo capitalista atual.

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