Positivo Informática vai se instalar no PIM para fabricar set-top box

A Positivo Informática, maior fabricante de computadores do Brasil, entrará em um novo nicho. A empresa começará a produzir decodificadores para TV digital (set-top boxes), que adaptam o sinal digital aos aparelhos analógicos já existentes. Para isso, a empresa se prepara para instalar uma fábrica em Manaus, a Positivo Informática da Amazônia. Enquanto a documentação para a nova fábrica não fica pronta, a Teikon, que hoje produz placas-mãe (onde vão os componentes do computador) para o grupo, ficará responsável por fabricar as caixas conversoras.

Nesta semana, a Positivo vai protocolar na Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) pedido de autorização para a produção das caixas, bem como de computadores de mesa e portáteis. “Esse produto (set -top box) não entrou na Lei de Informática, segue as mesmas regras dos televisores. Como as vantagens fiscais em Manaus são enormes, decidimos instalar a fábrica lá”, explicou. A empresa ainda não sabe a quantidade de computadores que será fabricada. “Estamos estudando a viabilidade econômica. A gente ainda não sabe quão preparadas estarão as emissoras de televisão, quanto da programação será digital e com que velocidade o telespectador consumirá o produto”, disse o presidente do Grupo Positivo, Hélio Rotenberg.

O grupo também anunciou ontem a compra, por R$ 8,1 milhões, de uma fabricante de monitores de cristal líquido (LCD) localizada em Ilhéus (BA). Segundo a empresa, a produção própria de monitores trará uma economia de cerca de 7% no custo de aquisição desses produtos.
A Positivo iniciará, a partir de novembro, a montagem de placas-mãe que utiliza em seus computadores. A escala atingida pelo grupo – 1,130 milhão de computadores vendidos em 12 meses – criou o ambiente para a produção própria de placas-mãe, disse o presidente.

O grupo investiu R$ 4,6 milhões para comprar as máquinas da sua linha de produção, que será alocada na fábrica de Curitiba. A capacidade de produção será de 44 mil placas-mãe por mês. Em relação aos decodificadores para TV digital, Rotenberg não quis revelar o preço, mas deixou claro que será maior que o do decodificador de R$ 200 anunciado pelo ministro das Comunicações Hélio Costa. “Esse decoder anunciado é apropriado apenas para pequenas telas, como celulares, não para televisores”, disse.

O executivo disse também que serão lançados dois modelos, sendo um deles preparado para transmissões de alta definição. Porém, não terão o recurso da interatividade, pelo menos em um primeiro momento.

O sinal digital começa, oficialmente, a ser propagado em 2 de dezembro. Pelo cronograma do governo federal, deverá atingir todas as capitais e principais cidades em até três anos. O prazo para cobrir o território nacional é de até dez anos.

Segundo Rotenberg, uma projeção de consumo poderá ser feita mais à frente, quando começarem as transmissões com sinal digital. Mas ele está bastante otimista com as perspectivas que se abrem. “Há uma base instalada de aproximadamente 90 milhões de TVs no Brasil, com densidade estimada de 1,7 TVs por domicílio”, afirmou.

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