Portos 24 horas são necessários

No Amazonas a expectativa de 35% de redução no custo logístico portuário com a implementação dos Portos 24 horas vem mobilizando a classe empresarial, órgãos gestores do modelo Zona Franca e empregados do setor, para que Manaus também se beneficie com a nova regra portuária.
De acordo com o superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Thomaz Nogueira alguns portos em Manaus já funcionam 24 horas, inclusive são portos privados que funcionam ininterruptamente necessitando da reciprocidade dos órgãos aduaneiros. “A nossa questão não é funcionar apenas 24 horas. Precisamos ter os órgãos públicos também funcionando 24 horas. Por outro lado, precisamos de mais portos alfandegados devido à dimensão da nossa movimentação de carga ter crescido. A solução só virá se novos terminais foram implementados, também”, afirma.
Segundo o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco essa é uma revindicação antiga para atender ao crescimento do PIM. Em termos de desburocratizar o processo, de agilizar a movimentação de carga em horário oposto ao do funcionamento comercial e de reduzir o custo de armazenagem na espera pelo canal verde alfandegário. “Se for comparar o crescimento econômico do Polo Industrial dos últimos 10 anos, existe uma disparidade muito grande em relação à atividade ser menor do que é a demanda, fato que trava o desenvolvimento do modelo Zona Franca”, alerta.
Para o gestor do Terminal Portuário Alfandegado do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis Ramos a produtividade dos terminais aumentam em 15% com o funcionamento alfandegário 24 horas com as vantagens na redução do impacto do trânsito de cargas portuárias (carretas transportando contêiner) no trânsito urbano da cidade. “Na indústria a redução do custo gira em torno de 35%”, informa.

Custo logístico

Fidelis diz que atualmente as grandes empresas do setor eletroeletrônico arcam com o custo de deslocamento de carga dos terminais para uma área secundária, fato que encarece em média de um transporte e uma diária de armazenagem. “Com os portos 24 horas esse transporte poderá ser realizado direto do porto para a fábrica, evitando um custo logístico secundário de 35% em média”, garante.
A indústria deverá economizar em média de R$ 1.100 por contêiner. Ou seja, ao invés de se pagar R$ 1.500 por contêiner, passará a pagar R$ 400 porto/fábrica, exemplo citado por Fidelis. “Hoje ocorre uma variação no valor do transporte de contêiner porto/fábrica entre R$ 400 e R$ 600, dependendo do local de entrega”, informa.
No mercado internacional o custo do contêiner fica entre US$ 1.800 a US$ 2.500, independente de tamanho (20 ou 40 toneladas), com destino ao porto de Manaus. Antes eram poucos armadores de longo percurso, que traziam cargas de outros países. Hoje a competitividade está maior, o preço tende a estagnar ou baixar ou aumentar muito pouco, segundo o gestor portuário. “Agora o que vai mudar é se a carga tiver um alto valor agregado, por exemplo, uma linha azul de componentes para celular em função do seguro da carga que agrega no valor final, vai ter um custo maior de transporte também”, explica Fidelis.

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