Porto recebe aporte de R$ 16 milhões para expansão

A direção do porto privatizado de Manaus anunciou a retomada dos investimentos na área e entorno na tarde de ontem em coletiva à imprensa. Até o fim de 2008, serão aplicados R$ 16 milhões para tornar o principal porto da cidade em um centro turístico e comercial, sendo R$ 3 milhões até dezembro deste ano, e outros R$ 13 milhões até o prazo final.
As obras começaram em maio, e até este mês já foram gastos aproximadamente R$ 1,8 milhão, o que corresponde a 60% do valor previsto para 2007. Entre os projetos anunciados ontem, estão a revitalização das fachadas do quarteirão Booth Line, área ao lado da Estação Hidroviária onde será edificado um complexo comercial de cinco pisos, as reformas nos armazéns para abrigar pontos comerciais e a construção de um estacionamento para 70 vagas são os de maior destaque.
Segundo o diretor do porto, Alessandro Toniza, com as mudanças e a chegada de grandes parceiros, como as Lojas Americanas, serão gerados 3.000 empregos diretos, aproximadamente, e ainda outros mil empregos, em função das obras . “Esperamos recuperar o investimento num período de quatro a cinco anos”, avaliou Toniza.

Complexo vai abrigar 33 novas lojas

Alessandro Toniza ressaltou ainda que a revitalização da área portuária é importante devido à quantidade de turistas estar aumentando a cada ano. Além disso, a área localizada atrás do porto, a antiga estação internacional, que fica ociosa por metade do ano em virtude de operar somente na temporada de cruzeiros, passará a abrigar 33 lojas com a finalidade de torná-la produtiva o ano inteiro. “Queremos otimizar o espaço que temos com novos negócios”, disse.
Em 2006, a quantidade de passageiros que aportaram em grandes navios em Manaus foi de 15,5 mil. Para esse ano a previsão é de 16,5 mil e as projeções para o ano que vem são de 17,5 mil turistas. “Nossa meta é chegar a 50 mil passageiros em grandes navios daqui há três anos”.
O diretor afirmou que cada turista deixa em média US$ 500 por dia na economia local, onde ficam por volta de quatro dias. “Cada um deixa U$ 2 mil dólares na visita, o que significa que com apenas 20 mil turistas, totalizaremos U$ 40 milhões durante a alta estação, que vai de novembro a março de cada ano”, analisou o diretor.
Na opinião de Toniza o futuro do Amazonas está no turismo, pois as pessoas ficam preocupadas com o a zona franca, esquecendo que cedo ou tarde os incentivos fiscais para o Estado cessarão. “A floresta, pelo menos essa, não vão nos tirar e, por conseguinte, este será o nosso carro-chefe”, disse o executivo.
O sócio controlador da Sierra Marketing, o norte-americano Alexander Mathieson, detalhou durante a coletiva as mudanças e os projetos que estão previstos para serem concluídos até dezembro de 2008, quando restará finalizar apenas uma obra, a reforma do quarteirão Booth Line, com previsão de término para setembro de 2009.
A Sierra Marketing é uma das empresas que compõem o complexo portuário de Manaus, e está divulgando o potencial turístico do Amazonas internacionalmente. Cerca de 90% dos R$ 16 milhões que serão empregados no porto provém da empresa americana.

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