18 de abril de 2021

Por + Vacinação – Erros – Distrações

O artigo cobra do Governo Federal mais vacinação, menos erros e distrações.

Desde Jan/20, a OMS tem ajudado países a enfrentar a Covid19, com orientações técnicas e científicas <http://bit.ly/3avHGYK>. E já há líderes de nações sendo considerados modelos em salvar vidas e economia. Um exemplo de sucesso é o da gestão da Doutora Tsai, presidente de Taiwan, pais capitalista considerado: a) o 187o em total de casos de covid19 (996); b) o 186o em total de casos fatais (apenas 10 mortes em 421 dias); c) um dos melhores do planeta em termos de crescimento do PIB em 2020, em torno de +2,98%, valor que superou a China (2,3%) pela primeira vez nos últimos 30 anos <http://bloom.bg/3bOam2l>. Outro exemplo é a Liderança do Primeiro-Ministro do Vietnã, Nguyen X. Phuc, país comunista que durante 419 dias de enfrentamento da pandemia registrou: a) total de 2556 casos, dos quais apenas 35 foram fatais; b) crescimento do PIB de 2020 em torno de + 2,91 http://bit.ly/30CGO18).

Parte do segredo deles consiste em: a) agir rápido e de forma transparente; b) liderança exemplar para acalmar, inspirar e orientar corretamente a população; c) tomar decisões baseadas em fatos, usando abordagem científica; d) apresentar plano estratégico, acompanhado de medidas não farmacêuticas <https://bit.ly/2Xz3sGd>; e) integrar diversos atores da sociedade; f) sensibilizar e educar o povo; g) combater fake-news, punindo quem burla a lei e coloca a vida das pessoas em risco; h) trabalhar de forma cooperativa para acelerar o desenvolvimento de drogas, testes e vacinas, etc.

Por outro lado, há presidentes que falharam em agir desta forma, corresponsáveis pelo falecimento de milhares de vidas preciosas, tais como os que “comanda(ra)m” os 3  piores países em número total de mortos: Donald Trump (EUA), Jair Bolsonaro (Brasil) e Andrés Obrador (México)   <http://bit.ly/30CRcpE; https://go.nature.com/3tgbwcv/; https://bit.ly/3tbohVG; http://bit.ly/30CT2H4>.

Em relação ao Brasil, o país é o pior do planeta, tanto em número total diário de casos de covid19 (70934 casos no último sábado) quanto em número total diário de mortos (1940 no último sábado), seguindo tendência de piora. A dura realidade dos fatos é completamente desfavorável para qualquer defensor do capitão Bolsonaro e sua tropa:

1o) planejamento fraco, fora do padrão internacional

Desde 04/02/20 a OMS disponibilizou dois modelos de planos <http://bit.ly/2OtQzw3; http://bit.ly/3vmvzrS> para enfrentar a Covid-19. Até hoje o Governo Bolsonaro não adotou nada parecido. Há um que não se ouve falar,   elaborado na gestão do Mandetta  <https://bit.ly/2Om2UTa>, mas diferente dos propostos pela OMS. O planejamento federal é tão deficiente que um relatório do TCU <http://bit.ly/2OVeLHK> constatou que não foram estabelecidas diretrizes estratégicas ou objetivos para o enfrentamento da pandemia, por meio de planejamento estratégico amplo, de forma a orientar ações e prioridades, definidas a partir da avaliação da situação sanitária, econômica, política e social realizada pelas diversas pastas ministeriais;

2o) interferências, erros e pessoal despreparado no MS

Por conta das interferências suicidas do Presidente, em plena pandemia, o Ministério da Saúde teve queda de dois ministros médicos em apenas um mês, deixando o país a deriva, mais lento, sem planos, enquanto o vírus se espalhava rapidamente. Para piorar, o terceiro que aceitou ser kamikaze é general do Exército que não tem formação, nem experiência comprovada em áreas afins da saúde. A pasta foi loteada, técnicos com experiência foram trocados por militares, uma boa parcela também sem formação e experiência com o SUS, totalmente perdidos dentro do Ministério, gerando sucessivos erros, os quais estão deixando maioria dos secretários estaduais de saúde exausta e sem paciência <http://bit.ly/3csoTjh>. O resultado legal disso é uma avalanche de pedidos de investigações contra o Capitão Bolsonaro e o General Pazuello <http://bit.ly/3rKp8N3; http://bit.ly/3qP175T; http://bit.ly/2NiDl4M; http://bit.ly/3lf0EZB; http://bit.ly/3rKp8N3; http://bit.ly/30FKFuj; https://bit.ly/338dnom>;

3o) indisciplina e desobediência à lei

Testemunhamos desobediência à Lei 13.979, de 06/02/20 <https://bit.ly/2OroW6I>, que trata sobre medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública. Parte dela vem sendo desrespeitada de forma impune pelo próprio presidente, parte de seus ministros, aliados e simpatizantes, muitas vezes flagrados sem máscaras, incentivando aglomerações, boicotando medidas sanitárias, valendo lembrar que dias antes da falta de oxigênio em Manaus, vários bolsonaristas comemoraram fim do lockdown que o governo do Amazonas tentou fazer <http://glo.bo/3cx7k1m>. E onde estavam eles quando dezenas de manauaras estavam morrendo asfixiados?

4o) uso de distrações ou cortinas de fumaças

Essa é uma estratégia militar antiga que esconde, por meio de barreiras naturais ou não, a fraqueza ou força bélica, a fim do inimigo não perceber o que há de mais importante, dando oportunidade para ganhar tempo, atacar ou se retirar. Essa estratégia é também usada na política. No caso da gestão Bolsonaro, ela é um truque que já ficou manjado <http://bit.ly/3lk0tMD> para esconder o que realmente importa, abafar escândalos de corrupção envolvendo o clã <https://bit.ly/3bMeb7R> e aliados, evitar responder perguntas ou fugir das responsabilidades.

As formas usadas para distrair e influenciar os tolos são:

4.1) espalhar fake news ou informações distorcidas. Em 2020, somente o mito agiu assim 928 vezes em relação ao tema Covid19 <https://bit.ly/3aJvaWx>;

4.2) adotar o negacionismo, tais como: a) fazer apologia à ditadura militar e ao condenado Ustra, negando os diversos crimes cometidos naquela época; b) negar o perigo do vírus; c) atacar e boicotar as medidas cientificamente eficazes para proteger a população (uso de máscaras, distanciamento social, lockdown, etc); d) fazer apologia e comprar remédios sem eficácia científica comprovada contra a Covid19; e) atacar à vacinação usando discursos negacionistas do movimento antivacina. O negacionismo como política bolsonarista pode ser entendido no artigo recém publicado pelos Pós-Doutores André Duarte e Maria Rita <http://bit.ly/3qLs7n1>;

4.3) atuar por trás das cenas para gerar fatos políticos polêmicos, os mais recentes são: convocar e participar de manifestações antidemocráticas, zerar alíquota de importação de armas, atacar jornalistas e STF, com prisão de militantes (incluindo deputado Daniel Silveira), demitir presidente da Petrobras, e o mais diabólico de todos, forçar a liberdade do criminoso Lula (PT), a fim de gerar uma polarização desnecessária no país, justamente no segundo momento mais crítico da pandemia.

Diante de tudo isso e da dor que estamos passando, cada cidadã(o) precisa fazer autorreflexão, deixar a paixão política de lado, valorizar a ciência e exigir do governo federal mais vacinação, menos erros e distrações.

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