Por outra conta na prestação dos serviços de saúde pública

Começo o artigo agradecendo o Governo Federal por atender nosso clamor pela intervenção no sistema de saúde do Estado do Amazonas.

O despreparo e a falta de liderança política do governador e equipe reflete a gravidade e o quadro caótico vigente da saúde pública em Manaus e no Amazonas. Somam-se a este grupo vinte deputados estaduais que, por interesses difusos, compõem a base de apoio do governo na Assembleia Legislativa e eis os motivos que nos levam a ser o estado federativo dos ‘maus caminhos’.

Nessa hora me pergunto: como são aprovadas as prestações de contas de nossos gestores públicos no Amazonas? Comeram abiu os representantes do Ministério Público no maior Estado da República?

Ainda bem que a Lei de Transparência aprovada no período de governos ‘comunistas’ nos permite monitorar ‘canhotos e destros’, onde quer que eles atuem.

No domingo de Páscoa, pela tradição cristã, me peguei a crer que Deus é brasileiro e, parece, ter nascido nas várzeas do Amazonas. Pois, concomitantemente ao aluguel contratado pelo governo de um prédio privado no valor de três vezes ao do mercado imobiliário (afinal, na emergência, “pirão pouco, meu prato primeiro”) são descobertos andares no hospital público Delphina Aziz, com 200 leitos edificados para que, contratados médicos, enfermeiros e profissionais de saúde e equipados possamos melhor enfrentar o novo corona vírus com o respeito que merece a sua letalidade.

Ao ‘milagre’ da multiplicação dos 200 leitos, abri as Escrituras Sagradas e reli o capítulo 6º do Evangelho de Jesus, segundo João, sobre a atitude ensinada pelo Cristo Estadista diante da multidão faminta que exigia uma tomada de decisão. 

Primeiro, contou a multidão de cerca de 5.000 homens a ser atendida e consultou ao discípulo Filipe quanto recurso havia. 

"Duzentos denários não comprariam pão suficiente para que cada um recebesse um pedaço! ” respondeu, atento, Filipe. O discípulo André, irmão de Simão Pedro, pedindo a palavra complementou: “Aqui está um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas o que é isto para tanta gente? ” 

Para Jesus, o Administrador Celeste, o diagnóstico tinha chegado ao seu resultado: haviam 200 denários, cinco pães de cevada e dois peixinhos para atender 5.000 homens, ou melhor, famílias, pois mulheres e crianças não eram contabilizadas.

Os versículos de 10 ao 12, mostram o Jesus Economista, nossa inspiração no tempo em que temos que viver com tão pouco e precisamos atender muitos, não mais milhares, mas, milhões em nações e bilhões no Planeta.

10 Disse Jesus: "Mandem o povo assentar-se". Havia muita grama naquele lugar, e todos se assentaram. Eram cerca de cinco mil homens.

11 Então Jesus tomou os pães, deu graças e os repartiu entre os que estavam assentados, tanto quanto queriam; e fez o mesmo com os peixes.

12 Depois que todos receberam o suficiente para comer, disse aos seus discípulos: "Ajuntem os pedaços que sobraram. Que nada seja desperdiçado". 

Assentar-se, em nossos dias, poderia ser a estratégia do nosso distanciamento social necessário. 

Todos assentados, as famílias poderiam ser melhor contabilizadas e o repartimento do pouco, com as graças de Deus, “no tanto quanto queriam”, nas nossas necessidades básicas.

Atendidas as necessidades de sobrevivência, o que sobrou, diz a história, foram muitos cestos de pães e peixes, todos recolhidos e nada foi desperdiçado.

O Amazonas possui 200 denários, corrijo, mas, olha a coincidência, 200 leitos, há bilhões em orçamento e uma população de mais de 4 milhões de brasileiros a serem cuidados, famílias desassistidas por governos incapazes e/ou corruptos, em suas diversas escalas, municipal, estadual e federal. 

Sim, podemos, com transparência enfrentar os desafios da pandemia no Amazonas. Precisamos apenas, trazer ao exercício da gestão pública, os ensinamentos políticos, administrativos e economistas de Jesus, o Cristo Estadista.

Da Páscoa, a certeza: JESUS VIVE! E o desejo: VIVA JESUS EM NOSSOS CORAÇÕES, PARA SEMPRE!

*Daniel Borges Nava é Geólogo, Analista Ambiental e Professor Doutor em Ciências Ambientais e Sustentabilidade na Amazônia

Fonte: Daniel Nava

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