Poluição ambiental em debate na Assembléia

A participação do governador Eduardo Braga, no encontro mundial em Nova York (EUA) e único representante brasileiro na conferência que discute a preservação do meio ambiente no planeta, teve nesta quinta-feira repercussão positiva no plenário da Assembléia Legislativa, lembrando os deputados que o Amazonas é um Estado de referência mundial nessa questão.

Convicto de que o parlamento amazonense vem também contribuindo de forma decisiva na preservação da fauna e flora nesta parte do continente sul-americano, o deputado Marcos Rotta (PMDB) quer agora transformá-lo em parlamento referência, sugerindo uma audiência pública com a participação das comissões técnicas da casa, ONGs e todos os órgãos envolvidos, para aprofundar cada vez mais os debates em sintonia com o Poder Executivo e, acima de tudo, tentar dotar o Estado de mecanismos que hoje estão disponíveis através da utilização de moderna tecnologia.

O deputado Rotta faz parte de um grupo de parlamentares que idealizou projetos que tramitam nas comissões na tentativa de buscar soluções para o desequilíbrio ambiental que vem ocorrendo no mundo, com o plenário amazonense em constantes sessões especiais discutindo o aquecimento global, a devastação das florestas e tantos outros, na busca de soluções. Um dos projetos de Rotta e transformado na lei de nº48, em 1999, obriga os comerciantes que vendem pilhas e baterias de telefones celulares que, depois de usados, devem receber de volta as embalagens para lhes dar uma destinação final.

Segundo o deputado, é um projeto pioneiro no país que, infelizmente, não está sendo cumprido. Pilhas e baterias de celulares, uma vez em contato com o meio ambiente, causam um grande mal porque possuem níquel e cádmio, produtos altamente poluentes. Como presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da ALE, Marcos Rotta é filiado ao Indec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor) que, em sua revista deste mês traz uma matéria que vem assombrando os ambientalistas.

De acordo com a revista, que realizou um levantamento sobre as sacolas de plástico utilizadas nos supermercados, a embalagem polui, satura lixões e vai parar em cursos d’água. A melhor alternativa é a velha sacola de pano ou o plástico biodegradável, ainda motivo de debates. O Brasil produz anualmente 210 mil toneladas de plástico/filme, matéria-prima dos saquinhos plásticos. O número representa cerca de 10% do lixo do país, onde a capacidade dos aterros e lixões já está no limite. O ciclo de vida do plástico é estimado em 200 anos, em média. Há quem afirme que pode chegar a 450 anos.

O consumo de plásticos no Brasil é de um milhão de sacolas por minuto, e isso corresponde a quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões de sacolas plásticas por ano. “É algo estarrecedor”, disse Rotta.
Na linha de projetos apresentados para a preservação do meio ambiente, estão incluídos os deputados José Lobo (PCdoB), Luiz Castro (PPS) e Wallace Souza (PP). O deputado José Lobo aproveitou e lamentou que o seu projeto, como tantos outros, aprovado em plenário e nas comissões técnicas, não chegou ao conhecimento do governador Eduardo Braga, com sua caminhada sendo encerrada nas gavetas da Casa Civil. Da mesma forma, o deputado Wallace Souza disse se sentir desanimado, pela maneira como são tratados os projetos que visam melhorar a qualidade de vida de todos, afirmando que falta vontade política na sua execução, pelo Executivo, chegando inclusive a retirar projetos de pauta, de sua autoria, por causa dessa anomalia.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email