Polo Naval comemora resultados

Com um faturamento de US$ 29.55 milhões nos primeiros quatro meses do ano –crescimento de 85,25% em relação ao acumulado do ano anterior– e uma estimativa de geração de 50 mil novos postos até 2015, Polo Naval comemora a boa fase.
De acordo com o presidente em exercício do Sindnaval (Sindicato da Indústria da Construção Naval), Mateus Araújo, o aquecimento da economia, a abertura de crédito e o aumento da demanda de encomendas foram os fatores que alavancaram as atividades do segmento em relação ao ano passado. “Até há pouco tempo atrás, o setor era desacreditado, por isso essas respostas positivas têm causado surpresa. Quando estivermos organizados, com novos estaleiros, mão de obra qualificada e PPB [Processo Produtivo Básico] instituído, os números vão disparar”, garantiu.
Para o gerente de Análise, Habilitação e Acompanhamento da Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico), Edmar Lopes Magalhães, a expansão do setor só não ocorreu antes por falta de planejamento. “Historicamente, o Polo Naval deveria ter nascido junto com o PIM. Não houve uma política pública que direcionasse melhor a atividade, por isso agora estamos intensificando as ações para o segmento”, detalhou.
Segundo ele, para desenvolver o setor, alguns pontos têm sido priorizados. O primeiro é a conquista do Distrito Naval. “Por isso estamos pleiteando uma área de 1.900 hectares, localizados no Puraquequara. O objetivo é resolver o problema da área da orla para que os estaleiros que atualmente ficam espalhados possam se fixar em lugar adequado para a atividade”, explicou.
De acordo com Magalhães, a mudança dos estaleiros para o novo Distrito é opcional. “Mas, aqueles que permanecerem na orla deverão se regularizar sob pena de serem punidos”, alertou.
Outro fator destacado pelo dirigente é o desenvolvimento do empresariado do segmento naval. “Os empresários tem que estar preparados para construir aqui. Queremos que construções voltadas para Marinha, portos, renovação da frota de embarcações locais não precisem ser encomendadas de fora”, ressaltou.
Ele enfatiza ainda que o objetivo é garantir que o empresariado tenha visão para seguir em frente. “Queremos trabalhar a riqueza dentro da própria região e não estruturar o setor e depois entregá-lo para multinacionais”, criticou.

Trabalho artesanal e conhecimento passado de pai para filho

De acordo com divulgação da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), a estimativa da indústria naval de 50 mil novos postos de trabalho vai de encontro às necessidades geradas pela ampliação das atividades. Atualmente, o setor naval conta com cerca de 2.000 profissionais nas várias áreas como soldador, montador, eletricista naval, inspetor de soldagem, entre outros.
Para Mateus Araújo, a mão de obra ainda artesanal, uma vez que o conhecimento, na maioria dos casos, ainda é passado de pai para filho. “Isso precisa ser mudado. Precisamos de um profissional que saiba ler uma planta, que domine termos técnicos”, analisou.
Ele destacou a importância do se‑ minário “A formação Profissional para o APL da Indústria de Cons‑ trução Naval”, realizado na terça, 28, na sede da Fieam que reuniu instituições de ensino como o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e Ufam (Universidade Federal do Amazonas) para propor soluções.

Qualificação em massa

Uma das sugestões apresentadas durante a reunião foi a criação do Planseq (Plano Setorial de Qualificação) para o setor. Segundo a Fieam, a ideia é promover a qualificação em massa por meio deste programa que recebe subsídios do Ministério de Trabalho e Emprego.

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