Polo mecânico fatura 160,18% a mais

A indústria mecânica do Amazonas cresceu no primeiro quadrimestre deste ano 160,18% se comparado ao mesmo período de 2009. O faturamento alcançou US$ 447 milhões neste ano, contra US$ 171 milhões no ano passado, período em que o setor amargou 25% de queda.
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, e de Materiais Eletrônicos de Manaus, Athayde Félix Mariano, as vendas vem sendo impulsionadas pelo polo de duas rodas, que fechou 2009 com saldo negativo de 23,15%, mas já retomou seu crescimento em 2010.
Por conta disso, o dirigente prefere não fazer comparações de 2010 com o ano passado. “É melhor comparar com 2008, quando verificamos um crescimento razoável na indústria mecânica. Concordamos que houve uma retomada. Temos que festejar, pois os números são relevantes e todo crescimento, independentemente do percentual, é sempre muito bom”, afirmou.
O gerente industrial da Musashi da Amazônia, João Cisneiros avalia que o PIM, ainda está se recuperando dos efeitos da crise mundial. “O que existe, é um reaquecimento. Ainda não conseguimos nos recuperar totalmente, mas há sinais de recuperação. Para se ter uma idéia da fragilidade do mercado, a Moto Honda, que é a maior indústria de duas rodas do PIM, está com uma redução em sua produção mensal de 10%”, lamentou o dirigente da empresa, fornecedora de transmissão e câmbio de motocicletas para empresas do PIM.
Cisneiros acrescentou que as empresas foram obrigadas a demitir por conta dos efeitos da crise, reduzindo o quadro de funcionários em pelo menos 20%. O dirigente disse ainda que essa mão de obra está sendo reposta aos poucos, conforme as necessidades do mercado.
Apesar das baixas expectativas para 2010, o gerente aposta em dias melhores para a indústria componentista em 2011. “O horizonte está nos mostrando que no ano que vem esse crescimento será consolidado. Por enquanto, a previsão de incremento não passa de 6% ao ano, sendo que no período pré-crise estávamos crescendo entre 15% a 18% ao ano. Infelizmente, a crise derrubou nossa produção em pelo menos 25%”, ponderou.

Falta de qualificação

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas, Valdemir Santana, lembrou que o polo mecânico, assim como outros segmentos do PIM (Polo Industrial de Manaus), conseguiu se enquadrar no PPB (Processo Produtivo Básico), que dá as empresas isenções fiscais possibilitando novos investimentos. “O país está passando por um grande momento, onde existe certa estabilização econômica permitindo com que as indústrias invistam mais, tanto na produção quanto na qualificação de seus funcionários, e também em novas contratações”, comemorou.
O dirigente destaca que o polo ainda enfrenta problemas, a exemplo da falta de qualificação de mão-de-obra, mas salienta que a CUT (Central Única dos Trabalhadores) procura preencher essa lacuna com a abertura de cursos, com outras entidades, visando à qualificação e a integração dos trabalhadores nas atividades de maior carência do polo, como solda, pintura e mecânica.
A despeito dos problemas, Santana considera que as perspectivas são animadoras para os trabalhadores, inclusive com a perspectiva de novas contratações a partir deste mês. “Calculamos que até o final do ano haverá um grande aumento no nível de empregos e esperamos que o PIM feche 2010 com 120 mil empregos. Atualmente conta com 93 mil”, finalizou.

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