Polo Mecânico cresce 69,89% em 11 meses

Muitos segmentos do PIM (Polo Industrial de Manaus) conseguiram ultrapassar o faturamento total de 2008 sem mesmo completar o ano de 2010, dentre eles o Polo Mecânico. O segmento conseguiu abocanhar, pela primeira vez, uma fatia de mais de 4% dos resultados do Polo (4,12%). Nos anos anteriores, o maior percentual adquirido havia sido de 3,44%, obtido em 2009.
Além do mais, o setor atingiu outro recorde ao sair da casa dos milhões para bilhão. Até novembro foram obtidos US$ 1.33 bilhão, valor 49,24% superior ao maior já alcançado, US$ 891.90 milhões em toda a temporada de dois anos atrás. No acumulado da mesma época, apenas US$ 783.49 milhões fizeram parte da conta bancária das empresas, número 69,89% menor que o dado atualizado.
O presidente do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus), Athaydes Félix, comentou que o setor acompanha a evolução de Duas Rodas, que voltou a boa forma neste ano. “Quando o Polo de Duas Rodas se destaca, também nos destacamos”, frisou.
Embora menor que o de 2008, o faturamento das indústrias de Duas Rodas aumentou 33,51% em comparação a igual período de 2009 (US$ 4.88 bilhões) e 23,50% em confronto ao ano inteiro (US$ 5.27 bilhões). Aliás, tanto a produção quanto a quantidade de unidades vendidas de motocicletas, motonetas e ciclomotos, que correspondem a 80,14% do faturamento total do setor (com US$ 5.22 bilhões), ultrapassaram os nú­meros apresentados há dois anos.
Antes da contagem do último mês, já foram produzidas 1.481.785 unidades e vendidas 1.533.840. Em contraponto ao deduzido em todo o ano de 2009, os valores apontam uma elevação de 8,56% na produção (1.364.900) e de 6,66% nas vendas (1.438.020).
Félix salienta que os dados positivos do setor mecânico também foram influenciados pelo crescimento na demanda de outros segmentos, como a quantidade de procura por equipamentos eletroeletrônicos, que neste ano rendeu um faturamento de US$ 11.33 bilhões às indústrias deste naipe, com exceção das de bens de informática.

Problemas estruturais não atingiram empresas em 2010

Quem acompanhou a ascensão foi a Weg Amazônia, fornecedora de motores para condicionadores de ar, que também adquiriu bons resultados em 2010. O chefe administrativo, Marlos Santana, não informa valores, mas comenta que a empresa tem atingido números superiores às expectativas.
O representante fala que a desvalorização do dólar não chegou a atingir a indústria, pois eles já tinham previsto a situação. O incidente no Porto Chibatão, que causou danos a várias empresas, também não trouxe danos irreversíveis à empresa. “Nossa perda foi desconsiderável. Perdemos duas carretas, mas isto não chegou a nos afetar, pois foi resolvido ligeiramente”, analisou.
Na Elgin Componentes da Amazônia, um dos contadores da empresa, Ronaldo Oliveira, diz que ainda não foi fechada a conta do ano, mas a intenção era crescer R$ 90 milhões. Oliveira lembra que o valor é menor que os estimados nos anos antecedentes, em virtude dos receios depois da crise e de uns problemas internos. “Mas em termos de quantidade produzida, nós já alcançamos 85% do previsto”, destacou.

Perspectiva para 2011

Depois de discussões com afiliados do sindicato, as perspectivas de progresso do Polo Mecânico se posicionaram a uma margem favorável de 3% a 5%, segundo o presidente. A previsão também se deve em função da evolução nas obras da construção civil, decorrente dos preparativos para que a capital amazonense permaneça como anfitriã da Copa do Mundo.
No caso da Weg, o evento futebolístico não faz parte dos planejamentos da empresa, mas já existe uma probabilidade de aumento no faturamento em torno de 10% a 15%. Embora Santana ressalte que a previsão é conservadora. “Este é somente nosso alvo, mas, como nos anteriores, deve ultrapassar nossas metas”, enfatizou.
Na Elgin, ao contrário de 2010, o otimismo voltou. De acordo com o contador, a estimativa é atingir os R$ 200 milhões.

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