Polo Industrial fatura US$ 32.2 bilhões

O ano novo já começa positivo para o PIM (Polo Industrial de Manaus), afinal, para quem almejava ultrapassar em doze meses o faturamento total de 2008, o resultado chegou um mês adiantado. De acordo com dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), até novembro o polo conseguiu US$ 32.27 bilhões, uma quantia 7,21% superior a tão desejada de três anos atrás (US$ 30.10 bilhões).
O presidente do Sinaees/AM (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Amazonas), Wilson Périco, comenta que a ultrapassagem já era ambicionada, no entanto deve ser uma meta menor a que será atingida. “Nós esperávamos um resultado levemente acima dos US$ 33 bilhões, mas talvez supere os US$ 34 bilhões”, analisou.
De outubro para novembro houve um acréscimo de US$ 3.86 bilhões no faturamento do polo, dos quais 37,91% correspondem somente ao que as indústrias de eletroeletrônico arrecadaram (US$ 1.46 bilhão).
Para um setor que atingia recordes a cada mês, não é surpresa que o faturamento mensal do segmento, no décimo primeiro mês do ano anterior, tenha rendido mais uma medalha de ouro. O valor é o maior alcançado desde 2005. Em confronto a igual período tanto de 2009 (US$ 1.12 bilhão) quanto 2008 (US$ 716.46 milhões), houve uma elevação de 30,48% e 104,35%, respectivamente. No acumulado, o capital de US$ 11.33 bilhões já responde por 35,12% do total do PIM.
A superintendente da autarquia destacou que os dados dos Indicadores de Desempenho do PIM atestam a recuperação da economia brasileira e da região, em 2010, em relação à crise de 2009 e 2008, até então o melhor ano do polo. “Com o resultado de 2010 chegamos ao recorde dos recordes ao superar 2008, ano que registrou faturamento de US$ 30 bilhões. E para 2011 continuamos a apostar no crescimento”, disse Flávia Grosso.

LCD em alta e popular na linha de produção

Se depender dos televisores de tecnologia LCD, esta posição deve ser mantida. Apenas em novembro foram produzidos 921.255 televisores da tecnologia. Além do mais, no segundo semestre as vendas aumentaram consecutivamente e, em novembro, a quantidade de unidades vendidas foi a maior do ano, 978.912. Na soma total, o resultado é de 7.479.542 unidades, correspondente a US$ 5.29 bilhões.
Em conjunto a tecnologia de plasma, os televisores foram responsáveis por metade do faturamento eletroeletrônico, com US$ 5.67 bilhões.
O Polo de Duas Rodas, que mantém a segunda maior fatia desde 2007, abocanhou US$ 6.51 bilhões neste acumulado, mas, pelo visto, em decorrência das constantes mudanças tecnológicas nos televisores, deve permanecer “sempre como a dama e nunca como a noiva”. Apesar de ultrapassar em 33,51% o saldo dos onze meses de 2009 (US$ 4.88 bilhões), o percentual ainda é 10,93% inferior ao de mesmo período de 2008 (US$ 7.31 bilhões).
De acordo com o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, o Polo Eletroeletrônico é mais dinâmico e fácil de comprar. Mas o cenário para o setor de Duas Rodas nesse primeiro trimestre de 2011, é que haja um incremento em relação a 2010. “Deveremos ter um desempenho muito bom em virtude dos pedidos que estão sendo feitos”, detalhou.

Balança do Amazonas registra deficit

Ao contrário do saldo nacional, que mesmo registrando o menor resultado desde 2002, ainda alcançou superavit de US$ 20.27 bilhões em 2010, segundo dados divulgados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), a balança comercial amazonense para o mercado externo teve um deficit de US$ 8.75 milhões, com uma quantia de US$ 966.94 mil para exportação e quase seis vezes mais para importação (US$ 9.72 milhões).
Por este motivo, Périco acredita que a perspectiva para 2011, embora positiva, tenha algumas incertezas, já que há uma concorrência muito grande com produtos importados. Segundo o presidente, cerca de 11 empresas eletroeletrônicas deixaram o Estado para produzirem fora do país. Ele fala que alguns produtos que já foram carros-chefe nacionalmente, praticamente deixaram de ser produzidos no território.
“Temos que preservar estas empresas, porque senão, impede a geração de empregos. Se o cidadão não pode se manter, consequentemente, há redução no consumo”, frisou. Por enquanto, as contratações no PIM somaram 110 mil postos diretos em novembro de 2010, 0,56% a mais que em outubro. O representante da Federação, Azevedo, crê que será feita alguma medida de proteção para que o dólar barato deixe de influenciar a grande quantidade de importação e para que haja um alavanque quanto a exportação.

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