Polo Industrial espera gerar mais 12 mil empregos até dezembro

O contingente de trabalhadores do PIM deve crescer entre 7.000 e 8.000 até o meio do ano, conforme projeção do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas)

O contingente de trabalhadores do PIM deve crescer entre 7.000 e 8.000 até o meio do ano, conforme projeção do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas). A aposta da entidade é que o contingente chegue a 12 mil postos de trabalho até dezembro em cima dos 98 mil atuais. Se concretizada a projeção positiva do órgão o número de empregos do polo deve se elevar para 110 mil. A alta está atrelada à produção de eletroeletrônicos, principalmente de televisores de LCD, somada ao aquecimento do mercado em geral.
O presidente do Cieam, Maurício Loureiro, garantiu que o mercado está aquecido não somente em função do evento futebolístico, mas também porque a economia como um todo cresceu. “O segmento eletroeletrônico está produzindo bem, a exemplo de televisão. Além disso, subssetores como o relojoeiro, que estão vendendo razoavelmente bem em relação a 2009. Nossa perspectiva é muito positiva, o que puxa os negócios”, assegurou.
Na opinião do dirigente, seguramente a televisão será um dos produtos que vai puxar a mão-de-obra em função da Copa do Mundo e da troca de tecnologia. Com isso, Loureiro calcula que os 11 mil postos de trabalho perdidos de 2008 para 2009, decorrente da crise financeira internacional, poderão ser recuperados em 2010. “Estamos apostando nisso”, frisou.
Segundo Loureiro, a pesquisa do Cieam não bate com a da Suframa porque nem sempre as empresas respondem o questionário da autarquia. Num universo de 500 empresas, ele disse que somente em torno de 350 participam do levantamento. “O Cieam pega os 350 e calcula a diferença pelas empresas que não responderam, o que resulta numa média histórica de emprego”, explicou, ressaltando que por este motivo o Cieam tem um valor maior de mão-de-obra em relação ao órgão federal.

Novas tecnologias

A tecnologia LED já está no mercado. A Samsung e a LG já estão produzindo e a Philips acena que vai lançar brevemente a tecnologia OLED orgânico. Loureiro informou que a Sony já colocou o produto no mercado japonês, só que a iniciativa requer custo alto, porque precisa de pesquisa. “Quando essas tecnologias aparecem no mercado surgem novas oportunidades de negócios e de mão-de-obra. A tendência do PIM é aumentar o número de trabalhadores”, comentou Loureiro.
O diretor-executivo do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Vitor Sasso, concorda que o cenário é de incremento de produção e de mão-de-obra, que deve se estender até próximo ao fim do ano, mas prefere ainda não arriscar números. O dirigente informou que o setor emprega hoje de 60 mil a 70 mil pessoas diretamente. “O período pós-crise está aquecido e deverá se manter por conta da retomada do crescimento econômico como um todo”, assegurou.

Termoplásticos buscam retomada

O segmento de plásticos, está tentando recuperar o passivo deixado pela crise financeira global. O Simplast (Sindicato das Indústrias de Materiais Plásticos de Manaus), que representa as empresas fabricantes de partes e peças para as empresas do polo eletroeletrônico e de duas rodas, aponta que o setor plástico do PIM responde atualmente por 9.100 empregos diretos.
O presidente da entidade, Carlos Monteiro, disse que a expectativa é chegar a 9.500 postos de trabalho até o fim do ano, o que representa 400 empregos a mais. “No auge da crise, as empresas conseguiram financiamentos com suas matrizes ou com as instituições bancárias e estão tentando zerar essa divida, logo a contenção de despesas ainda é grande para se equilibrarem e passa pela mão-de-obra”, avaliou.
Monteiro informou que o segmento de duas rodas ainda não conseguiu recuperar as perdas de vendas obtidas com a crise que somou 45%, despencou de 2,5 milhão de motocicletas em 2008 para 1,4 milhão em 2009. “A previsão dos fabricantes para 2010 é fabricar no mesmo patamar do ano passado”, disse, ressaltando que o consumidor ainda está tendo dificuldades em obter crédito para financiar motocicletas. “O crédito na ponta ainda está difícil por contas das exigências bancárias”, completou.

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