10 de abril de 2021

Polo Eletroeletrônico encolheu 30,50%

O polo eletroeletrônico amargou uma queda de 30,46% no faturamento na comparação do acumulado de janeiro a julho com igual período do ano passado, passando de US$ 7.55 bilhões (2008) para US$ 5.25 bilhões (2009)

O polo eletroeletrônico amargou uma queda de 30,46% no faturamento na comparação do acumulado de janeiro a julho com igual período do ano passado, passando de US$ 7.55 bilhões (2008) para US$ 5.25 bilhões (2009). As informações foram extraídas dos Indicadores de Desempenho Industrial da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
A média mensal do valor faturado pelas organizações foi de US$ 749.48 milhões nos sete primeiros meses do ano. Em 2008, por outro lado, o montante acumulado pelas vendas da indústria marcou US$ 1.07 trilhão.
Na visão das lideranças, os números poderiam ser levemente superiores, caso o governo do Estado tivesse estendido ao segmento os incentivos fiscais adicionais concedidos às indústrias de duas rodas, termoplastia, papel/papelão e embalagens. O desempenho, contudo, ainda seria de retração.
De acordo com o presidente do Sinaees (Sindicado das Indústrias de Aparelhos Eletricos, Eletrônicos e Similares do Estado do Amazonas), Wilson Périco, as empresas ainda estão enfrentando os reflexos da crise econômica global que cortou empregos e paralisou linhas de produção a partir do quarto trimestre de 2008. Por isso, o dirigente destaca que comparar os números deste ano com os do anterior não seria uma leitura clara da situação produtiva da indústria.
“Apesar do Brasil já mostrar sinais de recuperação da crise, as empresas de eletroeletrônicos do PIM ainda estão abatidas e tentam se recuperar nesses últimos meses do ano, quando a produção aumenta para atender os pedidos do Natal. Devemos reavaliar os critérios de comparação de desempenho e não esquecer que o primeiro semestre de 2008 teve crescimento além do normal. Ou seja, mesmo sem crise agora, dificilmente atingiríamos aqueles patamares”, explicou Périco.
Questionado sobre a não extensão dos incentivos fiscais do governo do Estado ao segmento, o dirigente afirmou que, mesmo na hipótese de isenção, a situação não melhoraria muito para as empresas. “O grande problema deste ano está na falta de vazão dos produtos. As fábricas estão produzindo, mas o comércio não absorve tudo”, disse o executivo, argumentando que o consumidor ainda tem receio de comprar aparelhos eletrônicos e não poder pagar a conta nos meses seguintes, caso percam o emprego.

Trabalhadores demitidos

A retração nos negócios nos sete meses inciais de 2009 se refletiu na quantidade de trabalhadores demitidos. A queda de faturamento, foi acompanhada por um recuo de 24,9% na quantidade de empregados. Em 2008, 42,4 mil funcionários trabalhavam no segmento, mas hoje esse número não ultrapassa 31,9 mil.
De 2008 até julho deste ano, pouco mais 10,5 mil pessoas deixaram de ter a carteira de trabalho assinada pelos fabricantes de aparelhos eletroeletrônicos do PIM (Polo Industrial de Eletroeletrônico de Manaus), segundo a Suframa.

Sindicato vê resultado ainda pior

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas os números de desemprego no PIM foram ainda piores do que os levantados pela Suframa. Nos cálculos do presidente da entidade, Waldemir Santana, há atualmente em torno de 27 mil trabalhadores do segmento no PIM.
Nas estatísticas fornecidas pelo sindicato, o ano passado foi encerrado com a perda de 29 mil vagas de trabalho, entre setembro e dezembro. “Estimamos terminar este ano com aproximadamente 110 mil funcionários empregados, entre diversos segmentos associados, e uma recuperação de pelo menos 10% das vagas do polo eletroeletrônico”, salientou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas.

Índice de empregabilidade

O governo estadual confirmou na última quarta-feira, 30, a permanência da isenção da cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços) em relação ao fornecimento de energia elétrica nas indústrias de termoplastia, duas rodas, papel/papelão e embalagens.
De acordo com o titular da Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda), Isper Abrahim, a ajuda visaria elevar o índice de empregabilidade no Amazonas e preservar 9.000 postos de trabalho. A isenção no IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) sobre a compra de motocicletas e na cobrança de ICMS para a taxa de energia elétrica das empresas estão no pacote, que foi prorrogação até o dia 30 de dezembro.

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