10 de abril de 2021

Polo de brinquedos volta a crescer e espera alta de até 8% em 2010

O Natal deste ano representou uma alegre surpresa para a indústria de brinquedos do PIM (Polo Industrial de Manaus).

O Natal deste ano representou uma alegre surpresa para a indústria de brinquedos do PIM (Polo Industrial de Manaus). Considerado até então um dos mais frágeis nos níveis de produção local, o segmento fechou com alta de 9,52% no faturamento de outubro (US$ 3.36 milhões) em relação a igual período do ano passado (US$ 3.07 milhões).
Os números, divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), levaram empresários e representantes do setor a fazerem estimativas positivas para 2010, quando a indústria espera expansão entre 5% a 8% na produção e volume de vendas ao grande varejo.
A retomada do fôlego no mercado interno que fez disparar a produção de brinquedos levou o presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial de Manaus), Cristóvão Marques Pinto, a considerar que o setor vai fechar, em relação a 2008, com empate técnico em volume de vendas. Segundo o executivo, este ano o mercado interno vai receber 8,70 milhões de unidades ‘made in Amazonas’, o que representa 1,04% a mais que o observado em 2008, quando do Estado partiram 8,61 milhões de brinquedos. “Esse foi um dos poucos setores que não sofreu queda expressiva por conta da crise, apesar da concorrência desleal com os produtos chineses, e devido a maior conscientização do consumidor de não comprar brinquedos sem o selo de qualidade do governo brasileiro”, afirmou.
O diretor industrial da Digiplay Indústria de Brinquedos da Amazônia, Luca Zimmerman Henriques, considera que o setor tem grande potencial para deslanchar em 2010, principalmente por conta das novas legislações da Abrinq (Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos) e os selos de qualidade da indústria que vêm ganhando terreno junto ao consumidor a despeito da invasão dos produtos orientais ou falsificados. Embora não tenha divulgado números fechados, o representante explicou que o mercado interno tem reagido satisfatoriamente ao longo do último trimestre aos lançamentos, o que dá uma prévia de como será o consumo infanto-juvenil em 2010. “Existe uma tendência ao retorno dos jogos de armar e bonecos entre a criançada e dos jogos educativos para grupos, o que pode efetivar o crescimento da produção em larga escala”, assinalou.
A dica de Zimmerman vem a calhar, quando observados os números da Suframa. Até outubro, de acordo com a autarquia, o setor já obteve o segundo melhor resultado em termos de faturamento nos últimos cinco anos. No comparado a igual período de 2008, o resultado acumulado dos dez primeiros meses teve queda de 18,36% ou um dos menores índices percentuais de retração se comparado a de outros setores do PIM.

Brasil e Argentina

Para o assessor de projetos industriais Eduardo Lima Azevedo, um fator pode implicar na diluição das vendas do produto amazônico no mercado externo: a guerra dos brinquedos entre Brasil e Argentina que agravou a crise das empresas do Nordeste e é mais um motivo de alegria para os produtores chineses, principais beneficiários do conflito.
Azevedo atribuiu ao fracassado encontro dos presidentes Lula e Cristina Kirchner, em Brasília, em novembro, como um prenúncio de mais hostilidades na frente comercial. “Deveriam ter discutido a eliminação de todos os tipos de barreiras, começando pelas adotadas mais intensamente a partir do ano passado. Como reação à crise, o governo argentino suspendeu as licenças de importação automáticas para mais de 400 produtos, mas liberou os produtos amazônicos. Vida longa aos brinquedos”, finalizou.

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