Politização mata, solidariedade salva vidas!

Nesse momento em que a população precisa de informações claras e que não deixem nenhuma dúvida sobre a situação que estamos passando, queremos manter a devida distância da politização dessa situação. Recorrer ao mecanismo da instrumentalização política é a mais nociva atitude para o interesse coletivo, desinformando pessoas e criando barreiras e litígios danosos. A situação exige a adoção de uma Aritmética solidária. Com ela, a ordem  é para somar talentos e dividir o maior número de benefícios, multiplicando resultados e subtraindo o egoísmo. E essa é nossa única prioridade !!

Voluntários e doadores

Como resultado desta escolha, que inclui diversos atores públicos e do tecido social, mobilizamos  energias, doações, soluções tecnológicas entre outros benefícios, a partir do setor privado, avançamos na direção de fornecer álcool em gel para o Amazonas e Roraima, máscaras, protetores faciais e ventilador pulmonar, com mais de um tipo, entre outros EPIs. E mais faremos, com expressa adesão das empresas num cenário admirável onde essas ações conseguem atrair cada vez mais voluntários e doadores.

Aberração de valores

Entretanto, lamentavelmente, assistimos ao uso proposital de informações,  manipuladas e contraditórias, no universo das relações políticas, como se o mundo fosse dividido entre anjos e demônios. Um exemplo dessa aberração de valores, na busca doentia de alguns indivíduos para se darem bem as custas da difamação, criaram um dualismo entre salvar vidas e salvar a economia. Essas pessoas traduzem a maldade que carregam em seus corações. Abominamos essa dicotomia de salvar vidas ou manter a economia. Essas realidades não podem, de modo algum, ser dissociadas, muito menos colocadas em hierarquia. A questão prioritária e essencial é a primazia da vida humana.

Medidas rigorosas de prevenção

Temos dito e insistido, as empresas do polo industrial tem trabalhado freneticamente para colaborar com a vida, prevenir o contágio, planejar as medidas efetivas de combate a disseminação da covid-19. Foram criadas, no espaço interno das fábricas, e no transporte que as empresas disponibilizam, medidas severas de prevenção. Nos refeitórios, redução de cadeiras aumentam a distância e separam os colaboradores, placas de alertas foram espalhadas incentivando a prevenção, os turnos foram alternados através dos rodízios de colaboradores. A cada semana, um grupo trabalha, na outra esse grupo entre de folga trocando pelos que ficaram em casa. Com isso, afora um caso isolado no setor administrativo de uma empresa, que se confirmou sendo H1N1, não temos contaminação nas fábricas em Manaus. Assim, os empregos são resguardados e as famílias podem ser cuidadas de modo adequado como era antes da Pandemia.

Não é hora do lucro!

Infelizmente, ainda temos setores da economia nacional que não aderiram a essa cruzada cívica. Salvo raras exceções, o sistema financeiro – indiferentes às recomendações federais não reduziram suas taxas de juros, e até ampliaram taxas de serviços e exigências de salvaguardas, para aprovação de crédito. Ou seja, transformaram o drama do Coronavírus em oportunidade da ampliação de lucros. Assim, ficamos em grandes dificuldades para honrar as folhas de pagamentos das empresas, para manter os postos de trabalho. Alguns bancos anunciam doações vultosas, mas até agora se limitaram a promessas, estamos aguardando os fatos.

Luz no fim do túnel

Temos certeza que isso vai passar. Em mais 30 ou 60 dias, já estaremos vislumbrando a luz no fim do túnel. Uma nova vida vai começar então. E entre as lições assimiladas, podemos dizer que oportunismo da politização em qualquer sistema nada agrega. É uma atitude mortal nos diversos sentidos dessa palavra. Em contraposição a isso, com a consciência tranquila e a certeza do dever cumprido, teremos descoberto que a solidariedade fraterna é o caminho mais valioso e dignificante para enfrentar tempos de pandemia e amargura social. Por isso, não cansamos de repetir: sairemos fortalecidos como pessoas, como cidadãos e como País! Vai dar certo !!!

*Wilson é economista, empresário e presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas.

*Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. [email protected]

Fonte: Cieam

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