Política industrial do país vê turbulência econômica até 2009

A política industrial do governo, que deverá ser anunciada no início de abril, não terá como objetivo socorrer as empresas exportadores imediatamente e, sim, prepará-las para que estejam competitivas quando a crise financeira nos Estados Unidos se dissipar.
Para essa proposta industrial, a equipe econômica trabalha com um cenário de turbulência prolongado. Segundo a Folha apurou, espera-se que a crise terá acabado na metade de 2009, dado que a recessão nos Estados Unidos já começou.
O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, confirmou que os objetivos da política industrial devem ser atingidos em dois anos. Segundo ele, a expectativa é elevar, até 2010, a taxa de investimento do país para 21% do PIB. Atualmente, os investimentos representam 17% da soma de riquezas produzidas pelo país.
Ao final de uma reunião no Ministério da Fazenda, Miguel Jorge disse que a política industrial será um pacote com cerca de 50 medidas “de toda natureza”. Um dos principais setores beneficiados será o automobilístico.

Fortalecer
empresas

O ministro Miguel Jorge admitiu que uma crise na economia internacional aumenta a necessidade de se fortalecer o setor exportador. Ele descartou, no entanto, a hipótese de a balança comercial brasileira registrar saldos negativos mensais em 2008.
“Teremos impacto se houver uma recessão americana maior. Teremos de nos preocupar muito em fortalecer a capacidade de exportação da empresa brasileira”, afirmou o ministro. Do total das exportações brasileiras, 15,8% são destinadas aos EUA. Em dezembro esse percentual era de 25%.
Independentemente da crise, Jorge acredita que a meta de exportações de US$ 180 bilhões deste ano será cumprida. Ele nega a hipótese de a balança registrar resultados negativos em algum mês. “Absolutamente. Não há a menor possibilidade”.
A balança comercial brasileira registrou déficits nas duas últimas semanas de fevereiro e na primeira de março. No período, foram registradas altas nas importações de petróleo que teriam gerado um déficit de US$ 1 bilhão. Sem citar o nome da empresa, Jorge afirmou que essas operações não voltarão a ocorrer em 2008. O ministro criticou ainda os analistas que fizeram previsões negativas para a balança. Ele lembrou que no meio do ano pasado alguns acreditavam que a economia brasileira fosse crescer apenas 3,5% -o PIB (ProdutoInterno Bruto) teve uma expansão de 5,4% em 2007.

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