Polícia do Senado pede prorrogação do inquérito que investiga empréstimos

A Polícia do Senado solicitou nesta quarta-feira à Justiça Federal a prorrogação do inquérito que investiga o suposto esquema de fraudes em contratos de empréstimos consignados da Casa com instituições financeiras. Um promotor deve analisar o pedido e determinar o novo prazo para a conclusão das investigações pelos policiais do Legislativo.
O procurador também pode avaliar que os indícios são suficientes para caracterizar o esquema e determinar o fim das investigações. Na nova parte do inquérito, a Polícia do Senado pretende ouvir representantes dos bancos.
Ao todo, 38 bancos realizavam essas operações para funcionários da Casa. Uma das possíveis fontes de desvio seria um contrato com o Banco Cruzeiro do Sul, no qual a instituição oferecia este tipo de operação. Em nota, o banco negou irregularidades na prestação de serviços de crédito consignado ao Senado.
A Polícia do Senado já indiciou o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi por formação de quadrilha e corrupção passiva. Também foram indiciados, o seu filho Marcelo Zoghbi, Ricardo Nishimura e Bianka Machado e Dias. Eles são donos da empresa Contact, que intermediavam as operações de crédito para o Senado.
Reportagem publicada na terça-feira pela Folha Online mostrou que o suposto esquema pode ter atingido 1.200 servidores da Casa.
Um levantamento da Secretaria de Recursos Huma-nos identificou que esses funcionários tiveram empréstimos autorizados acima da margem permitida -que era de até 30% do salário- na gestão de Zoghbi.
Ao ignorar os limites, o Senado aumentou em R$ 1,1 milhão por mês o repasse para os bancos –sendo que hoje são desembolsados R$12,5 milhões ao mês dos vencimentos de 4.100 servidores que fizeram este tipo de empréstimo.
O inquérito aberto pela Polícia Legislativa investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos que envolveria o ex-diretor e empresas de fachada.
A ex-babá de João Carlos Zoghbi, Maria Izabel, é proprietária de três empresas que intermediavam as operações de crédito para o Senado.
A parceria da Contact, da DMZ Consultoria Empre-sarial, da DMZ Correto-ra de Seguros com o Senado teria sido responsável pelo faturamento de R$ 3 milhões registrado pelas empresas.
Maria Izabel afirmou ter assinado documentos para Marcelo Zoghbi em confiança, mas disse que desconhecia o teor dos textos.

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