Induvidosamente estamos diante de uma queda inesperada da demanda em quase todos os segmentos fruto da crise que assola nossa economia como um todo, que não deve ser entendida como mero adiamento de compras pelo consumidor. Não teremos um período como antes tão cedo porque deparamos agora com o desemprego e a perda da capacidade de renda; além da incerteza que domina o atual cenário. Muitas empresas não irão sobreviver e a inadimplência crescerá: Todos estarão preocupados em pagar as dívidas e as indústrias  irão segurar  seus investimentos, até porque ninguém pode esperar hoje que o lançamento de novos produtos conquiste o mercado de imediato. O atual quadro de incertezas causado pelo COVID – 19 aliado à perda do poder aquisitivo são fatores predominantes que geram uma queda nas vendas de qualquer segmento industrial, além de afastarem o consumidor do comércio varejista.

A pandemia não se refere apenas a questões sociais ou de saúde, mas de economia também, eis que já atingira todos os segmentos; além de não ser questão de apenas um ministério; de um Poder ou de uma categoria profissional. Por isso, caberia ao governo federal ditar as normas, se o STF não tivesse usurpado tal encargo, passando-o  a governadores e prefeitos em mais uma atitude de enfrentamento que visa atingir Bolsonaro.

Se temos hoje essa anarquia onde a polarização e a judicialização se fazem presentes, fruto da radicalização até da livre manifestação e da opinião distinta é porque há no ambiente dos meios de comunicação a vontade mórbida de atacar o Presidente, fazendo nascer o descrédito da população em relação à mídia derrotada nas urnas que só presta para atacar; nada contribuindo para um melhor ambiente de tolerância, compreensão e convivência que deve vigorar numa democracia. Se somos uma federação não pode cada Estado ou cada Prefeito adotar medidas unilaterais ou isoladas; só o fazendo por decisão política do STF, cuja ingerência fora nociva ao tratamento do COVID-19, até porque deve saber que o sistema  federal vigente se estende a nossa Nação em seu todo. Houve usurpação das prerrogativas do Poder Executivo conforme menciona o Vice-Presidente, Hamilton Mourão. Como essa parte da imprensa não se importa com a imagem do Brasil no exterior, uma vez que já usaram da leviandade  na divulgação de outras matérias de conteúdo inverídico, não será hoje que encontraremos posturas que não sejam as mais sórdidas. E, ao patrocinarem “o quanto pior, melhor”, se constituirão em ameaça à segurança nacional, por incentivarem o desemprego, a fome e a paralização das indústrias e do comércio; apostando na derrocada da Nação.

Vamos respeitar os eleitos nas urnas e as autoridades legalmente constituídas; até porque imprensa não é partido político; não lhe cabendo polarizar mas pesquisar para bem informar; muito menos incentivar a judicialização. E, se aposta na degradação e na inverção dos fatos no afã de manobrar o povo brasileiro estará enveredando pelo caminho do descrédito, o que já ocorre com boa parte da imprensa.

O poder se conquista nas urnas.

*José Alfredo Ferreira de Andrade é escritor e ex-Conselheiro Federal da OAB/AM nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 – OAB/AM A-29  

Fonte: Alfredo Andrade

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