18 de maio de 2021

Em 2020, o e-commerce se consolidou como um dos setores que mais movimentaram a economia brasileira em um ano marcado pela crise causada pela pandemia de Covid-19. De acordo com a Nuvemshop, as pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras registraram um faturamento (GMV) superior a R$ 1,3 bilhão em 2020, aumento equivalente a 166% em relação a 2019. Esse resultado é baseado no banco de dados da empresa, que atualmente atende 70 mil lojas online na América Latina.

De acordo com a Nuvemshop, outro grande destaque foi o volume de pedidos, que triplicou de 2 milhões em 2019 para 6 milhões este ano. Nesse contexto, Moda foi o segmento mais vendido pelas PMEs em 2020, com mais de 2,3 milhões de pedidos, 227% a mais do que 2019. Acessórios (+151%), Saúde & Beleza (+112%), Comidas & Bebidas (+382%) e Casa & Jardim (+183%) também se destacaram pelo crescimento na comparação com o ano passado.

No levantamento por região, o Sudeste ficou no topo da lista, com faturamento superior a R$ 545 milhões, 101% maior do que os R$ 271 milhões registrados em 2019, enquanto a região Sul aumentou o valor transacionado em 94%. Em contrapartida, Nordeste (+122%), Norte (+115%) e Centro-Oeste (+103%) foram as regiões que mais aumentaram seu faturamento na comparação entre 2019 e 2020. Isso mostra uma tendência de expansão do e-commerce por todo o Brasil, segundo os dados.

Aceleração prevista

“Já prevíamos um salto no universo do e-commerce antes mesmo da pandemia, que acelerou a transformação digital do varejo e aumentou a participação das lojas virtuais de 6% para 12% em todas as vendas do setor”, afirma Alejandro Vázquez, CCO e cofundador da Nuvemshop.

“Esse cenário fez com que milhares de pessoas que nunca haviam comprado online experimentassem pela primeira vez, criando um novo hábito de consumo que irá se manter pelos próximos anos. E isso aconteceu principalmente em novembro com a Black Friday, quando as lojas superaram R$ 60 milhões de faturamento em um único mês”, continuou o executivo.

Em janeiro de 2020, cerca de 3 mil consumidores compraram em mais de uma loja hospedada na plataforma da Nuvemshop. Em dezembro, esse número ultrapassou 23 mil pessoas, comprovando esse novo hábito de consumo pela internet, em que não há a necessidade de sair de casa para adquirir produtos.

Mesmo com o crescimento no volume de consumidores e no aumento na quantidade de pedidos vendidos em 2020, o ticket médio foi calculado em R$ 213, registrando uma queda de 12% em comparação com 2019. “Isso demonstra mais uma nova forma de fazer negócios online que deve se manter em 2021: os clientes estão comprando mais com menor preço, mas com uma frequência mais alta”, completa Vázquez.

E-commerce como peça-chave no varejo

Ainda segundo a empresa, o varejo está passando por uma grande revolução e o e-commerce é a peça-chave para essa transformação. Especialistas acreditam que a penetração do e-commerce na América Latina pode representar de 20% a 30% do total de vendas no futuro, assim como aconteceu em outros países.

“Nós preferimos enxergar isso de outra maneira”, diz Vázquez. “Prevemos uma disrupção massiva no comércio entre os próximos 15 e 20 anos, o que nos deixa confiantes de que, em média, 80% das vendas passarão de alguma forma por ambientes digitais. E nós, como líderes no setor, temos o papel fundamental de reduzir as barreiras do empreendedorismo para potencializar empreendedores, equalizando o universo do e-commerce e garantindo que as PME’s tenham acesso à tecnologia de ponta e à economia de escala que apenas grandes varejistas poderiam sonhar em ter”, completou o executivo.

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